Uso do capacete reduz risco de morte em acidentes de moto em mais de seis vezes
Dados mostram aumento nas autuações por falta do equipamento em 2025; especialistas alertam que o uso correto pode evitar sequelas irreversíveis
Alvaro Nocera
Cada vez mais presentes no trânsito das grandes cidades, os motociclistas estão entre os condutores mais vulneráveis a acidentes. Um item simples pode fazer a diferença entre a vida e a morte: o capacete.
O uso correto do equipamento reduz o risco de morte em mais de seis vezes e o de lesão cerebral em até 74%, segundo especialistas.
Segundo o coordenador médico da AACD, Marcelo Ares, as consequências podem ser permanentes.
“O traumatismo pode ser grave. A pessoa pode ficar paraplégica ou tetraplégica”, afirma.
Acidentes envolvendo a cabeça estão entre os que mais causam mortes e sequelas irreversíveis no trânsito.
Cresce o número de autuações no Brasil
Dados da Secretaria Nacional de Trânsito mostram que, entre janeiro e dezembro de 2025, o Brasil registrou mais de 630 mil ocorrências relacionadas à falta do uso do capacete.
O número representa um aumento de 22,4% em relação a 2024.
Por que as multas aumentaram?
Para o presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ademir Santos, o crescimento está ligado a dois fatores: mais motos em circulação e fiscalização ampliada com câmeras.
“Hoje tem mais motos rodando. O aumento é proporcional e agora é possível autuar por câmeras, mas se perde um pouco da parte educativa”, avalia.
Que capacete é permitido por lei?
Não é qualquer equipamento que pode ser usado. O Código de Trânsito Brasileiro exige que o capacete:
- Tenha selo do Inmetro
- Esteja devidamente afivelado
- Esteja em bom estado de conservação
O uso incorreto também é considerado infração.
Quem pilota sem capacete pode receber multa acima de R$ 200 e ainda ter a Carteira Nacional de Habilitação suspensa.









