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Trump diz que EUA precisam controlar Groenlândia para evitar avanço de Rússia ou China

Declaração do presidente americano reacende tensão com aliados da Otan e levanta debate sobre segurança no Ártico

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SBT News, com informações da Reuters
Trump diz que EUA precisam controlar Groenlândia para evitar avanço de Rússia ou China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que os EUA precisam possuir a Groenlândia para impedir que Rússia ou China ocupem a ilha no futuro.

A declaração foi feita em meio a críticas de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que voltaram a questionar a coesão interna da principal aliança militar do Ocidente.

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Falando a jornalistas na Casa Branca, Trump declarou que considera a Groenlândia estratégica para a segurança americana.

“Vamos fazer algo em relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não, porque, se não fizermos, a Rússia ou a China vão tomar posse da Groenlândia e não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas”, disse o presidente.

Trump recentemente intensificou as ameaças de assumir o controle do território, revivendo uma ideia que ele lançou em 2019 durante seu primeiro mandato.

Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump “deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos” e que o território é considerado “vital para dissuadir adversários na região do Ártico”.

Líderes europeus expressaram forte preocupação, afirmando que a Groenlândia faz parte da soberania da Dinamarca e que quaisquer ações unilaterais seriam inaceitáveis.

Qual é o papel estratégico da Groenlândia?

A Groenlândia está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a torna um local essencial para o sistema de defesa contra mísseis balísticos dos EUA. Seus ricos recursos minerais também se encaixam na meta de Washington de reduzir a dependência da China.

A ilha é um território autônomo do Reino da Dinamarca. Ela tem seu próprio Parlamento e governo, mas Copenhague mantém a autoridade sobre as relações exteriores e a defesa.

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