Cidades

Caso Larissa Manuela: Padrasto é acusado de agressão sexual após prisão, diz advogado da família

Diego Sanches confessou que matou a menina, de 10 anos, nesta segunda-feira (23) na delegacia

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Primeiro Impacto
24/06/2025, 15:26 • Atualizado em 26/06/2025, 16:16
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Diego Sanches, padrasto de Larissa Manuela, confessou, nesta segunda-feira (23), o assassinato da menina de 10 anos com 16 facadas em Barueri, na Grande São Paulo, segundo a polícia. Após a divulgação da prisão e das imagens do rosto dele, uma mulher procurou a delegacia e prestou depoimento acusando Diego de ter a agredido sexualmente. A informação foi confirmada pelo advogado da família da vítima, Lucas Silva Santos, em entrevista exclusiva ao programa Primeiro Impacto.

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O padrasto, que está preso temporariamente por 30 dias pelo assassinato, também será investigado por estupro após a declaração da suposta vítima. Relatos de pessoas presentes na delegacia contam que a mulher chegou ao local nervosa e desmaiou antes de realizar o depoimento. Segundo o advogado, somando a pena de crime sexual ao de homicídio qualificado, se confirmados, Diego pode pegar 60 anos de prisão.

Lucas Silva Santos também revelou durante a entrevista que teve uma conversa com Danusa, mãe de Larissa Manuela, após a prisão do namorado. Ao ser perguntada sobre a sensação naquele momento, ela disse: "estamos no início da justiça". Diego, na confissão, afirmou que agiu sozinho e que a até então a companheira não sabia sobre o crime, o que descarta o envolvimento dela no assassinato.

Prisão de Diego Sanches

Diego realizou a confissão do assassinato de Larissa Manuela após ter ciência de todas as provas que os investigadores reuniram contra ele. O suspeito foi preso temporariamente nesta segunda-feira (23). Ele está detido na Cadeia Pública de Carapicuíba, mas devido à grande repercussão, deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP) de maior segurança.

A prisão temporária, válida por 30 dias e prorrogável por mais 30, permitirá à polícia concluir os laudos periciais e ao Ministério Público reunir provas consistentes antes de apresentar a denúncia formal, que deve incluir ao menos três qualificadoras do homicídio, de acordo com o advogado da família.

Diego era um dos principais suspeitos desde o início das investigações. Imagens de câmeras de segurança mostraram um homem com sandálias semelhantes às do padrasto circulando próximo ao local do crime. Além disso, a polícia encontrou, em uma casa alugada pelo padrasto, bilhetes em que ele pedia perdão à mãe da criança.

Em entrevista, o advogado Lucas disse que Diego afirmou durante o depoimento que a "casa caiu" quando ele voltou para buscar o celular que tinha esquecido na cena do crime. A investigação policial aponta que o crime ocorreu por volta das 7h do dia 12 de junho. Às 11h57, ele retorna para casa onde Larissa foi morta para buscar o aparelho que estava em uma poça de sangue. Para recuperar o objeto, o padrasto sujou as mãos de sangue e, ao fazer a perícia inicial, foi constatado vestígios do sangue da menina de 10 anos.

O crime

Larissa Manuela, de 10 anos, foi morta, no dia 12 de junho, com 16 facadas: primeira na boca, a segunda no pescoço e as outras espalhadas pelo tórax. Durante as investigações, ficou constatado que Diego pressionou a enteada sobre supostas traições da mãe. A menina teria respondido: “Você é corno”, o que provocou uma reação violenta. O padrasto teria empurrado a criança, que bateu a cabeça na parede. Em seguida, pegou a faca e deferiu os golpes.

Ainda de acordo com os investigadores, uma faca do irmão da menina está desaparecida. O objeto ficava em cima de um armário e a localização só poderia ser conhecida por pessoas que frequentassem a casa. A polícia trabalha com a hipótese de que ela teria sido a arma do crime que matou Larissa.

A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão temporária do padrasto em 18 de junho, mas a Justiça negou no primeiro momento. Após a coleta de mais provas que colocaram Diego na cena do crime, segundo o advogado da família, a detenção foi deferida.

Lucas afirmou que Diego já demonstrava comportamentos possessivos, tinha ciúmes excessivos de Danusa, mãe da vítima, e desconfiava que poderia estar sendo traído. No dia anterior ao assassinato, o casal discutiu porque ela se recusou a compartilhar a senha do celular com o companheiro.

Danusa achou o corpo da filha em casa por volta das 18h do dia do crime, quando voltou do trabalho. O irmão mais velho de Larissa estava viajando e a menina ficou sozinha em casa.

Os depoimentos

Diego prestou o primeiro depoimento em 13 de junho, um dia após o corpo da menina ser encontrado. Ele teve o celular e um par de chinelos apreendidos. O pai da criança relatou que o padrasto já havia ameaçado Larissa.

No segundo depoimento, em 16 de junho, Diego voltou a negar envolvimento no crime e afirmou que mantinha uma boa relação com a enteada. “Não tenho nada a ver com isso. A gente brincava normalmente”, disse.

Na terça-feira (18), ele foi novamente convocado a depor. Nessa ocasião, duas testemunhas tentaram fornecer álibis. Um homem afirmou que Diego trabalhou em sua casa no dia do crime, entre 15h e 18h. A filha da chefe de Diego também depôs, dizendo que ele esteve no trabalho pela manhã. Imagens de câmera de segurança mostram o padrasto com uma roupa pela manhã e outra à tarde.

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