Cidades

Caso Larissa Manuela: Polícia pede prisão do padrasto, mas falta de juiz impede detenção

Menina, de 10 anos, foi encontrada morta a facadas no dia 12 de junho em Barueri (SP); investigação continua

M
Marco Pagetti
18/06/2025, 12:43 • Atualizado em 18/06/2025, 12:55
compartilhar

A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão temporária de Diego Sanches, padrasto de Larissa Manuela. Mesmo após o pedido formalizado, a detenção não foi efetivada, na noite desta terça-feira (17), por falta de um juiz disponível para analisar e assinar a solicitação. A menina, de 10 anos, foi assassinada com 16 facadas em Barueri (SP) na última quinta-feira (12).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Diego foi chamado pela terceira vez para prestar depoimento sobre o caso. Ele chegou na delegacia na tarde de terça-feira e permaneceu até o fim da noite. Segundo informações policiais, por volta da meia-noite o delegado responsável pelo caso, Paulo Lombo, encaminhou o pedido de prisão ao Judiciário. Mas, como não tinha um magistrado de plantão para avaliar a solicitação, Diego acabou sendo liberado.

A situação revoltou a família da vítima, que teme agora uma possível fuga do principal suspeito. "É absurdo. A família está revoltada porque agora existe o risco real dele fugir e a Justiça nunca mais ter acesso ao Diego, que é o principal suspeito", afirmou o advogado da família, Paulo Lombo, em entrevista ao jornalismo do SBT.

Segundo ele, embora parte das informações do inquérito esteja sob sigilo, há elementos suficientes que justificam a prisão temporária de Diego para aprofundamento das investigações. Agora, tanto a polícia quanto a família aguardam uma definição da Justiça de Barueri nas próximas horas sobre a expedição do mandado de prisão do padrasto.

Depoimentos do padrasto

O padrasto da vítima prestou o primeiro depoimento na delegacia no dia 13 de junho, um dia após Larissa ter sido encontrada morta. Ele teve chinelos e celular apreendidos. O pai da menina disse às autoridades que Diego já teria feito ameaças à filha.

O segundo depoimento do padrasto foi realizado nesta segunda-feira (16). Ele chegou à delegacia negando o crime. "Não tenho nada a ver com isso", disse. Diego afirmou que tinha uma boa relação com a menina e sempre "brincavam normalmente".

Diego foi chamado pela Polícia Civil novamente na terça-feira para um novo depoimento. Também estiveram na delegacia um homem que afirmou que o padrasto, que é montador, esteve trabalhando na casa dele no dia do crime, entre 15h e 18h. A filha da chefe de Diego também prestou depoimento e disse que o rapaz trabalhou pela manhã e à tarde do dia do crime.

No entanto, para o pai da menina, Cícero, é preciso saber o horário exato que o padrasto começou a trabalhar, e onde ele esteve. "A mãe dela sai de casa entre 6h e 6h30. Tem que ver que hora que ele entrou no serviço", disse.

O crime

Larissa Manuela foi encontrada morta no dia 12 de junho dentro de casa, em Barueri, na Grande São Paulo. A menina estava sozinha no imóvel. O irmão mais velho havia viajado e a mãe, que voltou para a casa após o trabalho, foi quem encontrou a filha já sem vida. Larissa não tinha sinais de violência sexual e teria sofrido 16 perfurações no tórax e no pescoço.

Uma faca que ficava guardada em cima de um armário na casa de Larissa está desaparecida. Desde o início da investigação, a polícia trabalha com a possibilidade de o crime ter sido cometido por alguém próximo à vítima.

Imagens de câmeras de segurança levaram a polícia a investigar o padrasto da menina. Um homem, usando sandálias semelhantes às dele, aparece nas gravações. O padrasto foi levado para prestar depoimento, na condição de averiguado. A defesa diz que Diego nega envolvimento e apresentou provas da rotina dele.

A polícia segue investigando o caso, que foi registrado como homicídio pelo 1º Distrito Policial de Barueri.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Obesidade já afeta 7 milhões de crianças brasileiras

Obesidade já afeta 7 milhões de crianças brasileiras

Imagem da notícia: Empresário perde caminhonete por dívida que diz desconhecer

Empresário perde caminhonete por dívida que diz desconhecer

Imagem da notícia: "Embala neném": Bebeto relembra jogo contra Holanda em 1994

"Embala neném": Bebeto relembra jogo contra Holanda em 1994

Imagem da notícia: Empresário vive experiência de ser jogador do PSG por um dia

Empresário vive experiência de ser jogador do PSG por um dia

Imagem da notícia: Obesidade já afeta 7 milhões de crianças brasileiras

Obesidade já afeta 7 milhões de crianças brasileiras

Imagem da notícia: Empresário perde caminhonete por dívida que diz desconhecer

Empresário perde caminhonete por dívida que diz desconhecer

Imagem da notícia: "Embala neném": Bebeto relembra jogo contra Holanda em 1994

"Embala neném": Bebeto relembra jogo contra Holanda em 1994

Imagem da notícia: Empresário vive experiência de ser jogador do PSG por um dia

Empresário vive experiência de ser jogador do PSG por um dia

Últimas notícias

Governo buscará novos mercados se EUA impuserem tarifas

Ministro afirma que Planalto aposta em negociação, mas já avalia alternativas para proteger exportações e empresas brasileiras

AtlasIntel: 53,1% aprovam PCC e CV como terroristas

Pesquisa mostra que 55,9% dos entrevistados defendem que Brasil adote mesma designação dos EUA, porém 47,7% vê risco à soberania e espaço para intervenção

Israel e Líbano anunciam cessar-fogo mediado pelos EUA

Acordo prevê retirada do Hezbollah do sul do Líbano, reforço das Forças Armadas libanesas e retomada das negociações de paz

Julgamento de Henry Borel chega ao 10º dia

Debates entre acusação e defesas marcam etapa final; jurados devem votar e sentença pode sair ainda nesta madrugada

PL, PT e União terão maiores fundos para as eleições

Partidos lideram em verbas no Fundão Eleitoral divulgado nesta quarta (3) pelo TSE; total é de R$ 4,9 bilhões

Justiça afasta PMs que mataram eletricista em SP

Igor Rodrigues, de 46 anos, foi morto na zona norte; decisão suspende funções, salários e porte de arma de dois policiais