Cidades

Caso Larissa Manuela: Polícia pede prisão do padrasto, mas falta de juiz impede detenção

Menina, de 10 anos, foi encontrada morta a facadas no dia 12 de junho em Barueri (SP); investigação continua

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Marco Pagetti
18/06/2025, 12:43 • Atualizado em 18/06/2025, 12:55
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A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão temporária de Diego Sanches, padrasto de Larissa Manuela. Mesmo após o pedido formalizado, a detenção não foi efetivada, na noite desta terça-feira (17), por falta de um juiz disponível para analisar e assinar a solicitação. A menina, de 10 anos, foi assassinada com 16 facadas em Barueri (SP) na última quinta-feira (12).

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Diego foi chamado pela terceira vez para prestar depoimento sobre o caso. Ele chegou na delegacia na tarde de terça-feira e permaneceu até o fim da noite. Segundo informações policiais, por volta da meia-noite o delegado responsável pelo caso, Paulo Lombo, encaminhou o pedido de prisão ao Judiciário. Mas, como não tinha um magistrado de plantão para avaliar a solicitação, Diego acabou sendo liberado.

A situação revoltou a família da vítima, que teme agora uma possível fuga do principal suspeito. "É absurdo. A família está revoltada porque agora existe o risco real dele fugir e a Justiça nunca mais ter acesso ao Diego, que é o principal suspeito", afirmou o advogado da família, Paulo Lombo, em entrevista ao jornalismo do SBT.

Segundo ele, embora parte das informações do inquérito esteja sob sigilo, há elementos suficientes que justificam a prisão temporária de Diego para aprofundamento das investigações. Agora, tanto a polícia quanto a família aguardam uma definição da Justiça de Barueri nas próximas horas sobre a expedição do mandado de prisão do padrasto.

Depoimentos do padrasto

O padrasto da vítima prestou o primeiro depoimento na delegacia no dia 13 de junho, um dia após Larissa ter sido encontrada morta. Ele teve chinelos e celular apreendidos. O pai da menina disse às autoridades que Diego já teria feito ameaças à filha.

O segundo depoimento do padrasto foi realizado nesta segunda-feira (16). Ele chegou à delegacia negando o crime. "Não tenho nada a ver com isso", disse. Diego afirmou que tinha uma boa relação com a menina e sempre "brincavam normalmente".

Diego foi chamado pela Polícia Civil novamente na terça-feira para um novo depoimento. Também estiveram na delegacia um homem que afirmou que o padrasto, que é montador, esteve trabalhando na casa dele no dia do crime, entre 15h e 18h. A filha da chefe de Diego também prestou depoimento e disse que o rapaz trabalhou pela manhã e à tarde do dia do crime.

No entanto, para o pai da menina, Cícero, é preciso saber o horário exato que o padrasto começou a trabalhar, e onde ele esteve. "A mãe dela sai de casa entre 6h e 6h30. Tem que ver que hora que ele entrou no serviço", disse.

O crime

Larissa Manuela foi encontrada morta no dia 12 de junho dentro de casa, em Barueri, na Grande São Paulo. A menina estava sozinha no imóvel. O irmão mais velho havia viajado e a mãe, que voltou para a casa após o trabalho, foi quem encontrou a filha já sem vida. Larissa não tinha sinais de violência sexual e teria sofrido 16 perfurações no tórax e no pescoço.

Uma faca que ficava guardada em cima de um armário na casa de Larissa está desaparecida. Desde o início da investigação, a polícia trabalha com a possibilidade de o crime ter sido cometido por alguém próximo à vítima.

Imagens de câmeras de segurança levaram a polícia a investigar o padrasto da menina. Um homem, usando sandálias semelhantes às dele, aparece nas gravações. O padrasto foi levado para prestar depoimento, na condição de averiguado. A defesa diz que Diego nega envolvimento e apresentou provas da rotina dele.

A polícia segue investigando o caso, que foi registrado como homicídio pelo 1º Distrito Policial de Barueri.

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