Cidades

Caso Gritzbach: Justiça de SP marca julgamento de três PMs acusados de matar empresário

Três policiais militares serão julgados em junho, em Guarulhos, pela morte de Vinícius Gritzbach, ligado à facção criminosa

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Antonio Souza, Agência SBT
20/02/2026, 23:39 • Atualizado em 20/02/2026, 23:43
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Cabo Denis Martins e soldado Ruan Rodrigues são apontados como os atiradores que mataram Vinicius Gritzbach | Reprodução

Cabo Denis Martins e soldado Ruan Rodrigues são apontados como os atiradores que mataram Vinicius Gritzbach | Reprodução

A Justiça de São Paulo confirmou, nesta sexta-feira (20), que o julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento no assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, ocorrido em novembro de 2024, será realizado entre os dias 22 e 26 de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. O empresário era apontado como ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Os réus são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que, segundo a investigação, participaram da execução do empresário.

A investigação aponta que eles teriam atuado de forma coordenada no homicídio. Os três estão presos preventivamente.

Além dos policiais, outros três acusados foram denunciadas como mandantes e também se tornaram rés no processo.

São eles Emílio Carlos Congorra, conhecido como “Cigarreira”, Diego Amaral, chamado de “Didi”, Kauê do Amaral Coelho, apontado como o olheiro responsável por ajudar na fuga dos atiradores.

Os três suspeitos estão foragidos e são procurados pelas autoridades.

Investigação e motivações

Segundo as investigações, Gritzbach era gestor financeiro do PCC e alvo de apurações por lavagem de dinheiro. Ele também era suspeito de envolvimento na morte de outros membros da facção e havia firmado um acordo de delação premiada com o Ministério Público. A colaboração teria levado à sua "sentença de morte" decretada pelo grupo criminoso.

Diante da gravidade do crime, da repercussão nacional e internacional do caso e do risco à ordem pública, o juiz determinou a prisão preventiva dos réus. Ele também autorizou novas diligências solicitadas pelo Ministério Público, incluindo laudos periciais pendentes, análise de imagens e aprofundamento da investigação sobre outros possíveis envolvidos, além da origem do veículo e das armas utilizadas no crime.

As informações do caso serão compartilhadas com a Corregedoria da Polícia Civil, a Justiça Militar e outras varas criminais de São Paulo, especialmente aquelas relacionadas à delação de Gritzbach e a processos em que ele era mencionado.

Pedido de reparação

Na denúncia, o Ministério Público pede que cada réu pague, no mínimo, R$ 1 milhão por danos morais coletivos e danos sociais.

Os acusados serão citados e intimados para apresentar defesa no prazo de 10 dias. O processo tramitará como ação penal de competência do júri, com a tipificação de homicídio qualificado.

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