Política

Defesa volta atrás e pede que Silvinei Vasques permaneça preso na Papudinha

Advogados afirmam que unidade atende às necessidades de saúde e de contato com familiares, sendo desnecessária transferência para Santa Catarina

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Silvinei Vasques | Edilson Rodrigues/Agência Senado
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A defesa de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), pediu nesta quarta-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele permaneça preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, na ala especial conhecida como Papudinha.

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Segundo os advogados, após a instalação do ex-PRF na unidade, ficou constatado que suas necessidades de saúde, alimentação e acesso a familiares e defensores estão sendo plenamente atendidas, o que tornaria desnecessária qualquer remoção para Santa Catarina.

O pedido foi apresentado um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar que penitenciárias de São José e de Florianópolis, ambas localizadas em Santa Catarina, informassem se há viabilidade para receber Vasques.

Inicialmente, a defesa havia solicitado a transferência para o estado com o objetivo de facilitar o contato com familiares e advogados, além do acompanhamento médico.

No entanto, os representantes de Vasques afirmaram no pedido desta quarta (21) que, diante das condições atuais, a mudança não se justifica e poderia até gerar incertezas quanto à continuidade dos cuidados de saúde.

Silvinei Vasques foi condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos e seis meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, no julgamento do chamado núcleo 2, acusado de atuar de forma operacional e estratégica para romper a ordem democrática após as eleições de 2022.

Com a condenação, ele também perdeu o cargo de policial rodoviário federal aposentado. Segundo a decisão, Vasques teria atuado para monitorar autoridades e dificultar a votação de eleitores, especialmente no Nordeste.

Preso em dezembro do ano passado, ele tentou fugir do país após romper a tornozeleira eletrônica. Vasques foi detido no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador com documentos falsos.

Após ser entregue à Polícia Federal (PF), chegou ao Brasil em 26 de dezembro e passou a cumprir pena na Papudinha em prisão preventiva, onde também estão detidos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e, mais recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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