Justiça

Uma semana após operação que mirou Banco Master, perícia do material apreendido ainda não começou

Dados de celulares e computadores apreendidos na segunda fase da Compliance Zero ainda não chegaram em Brasília

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Uma semana depois da segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, a perícia do material apreendido ainda não foi iniciada. Segundo apurou o SBT News, os dados ainda não chegaram à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela análise do conteúdo, com o apoio de quatro peritos da Polícia Federal (PF).

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Um acordo firmado entre a Polícia Federal e a PGR definiu que os dados de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos seriam inicialmente extraídos nas superintendências dos estados onde as buscas ocorreram. Apenas após esse procedimento o material seria encaminhado para Brasília, para perícia, como forma de garantir a integridade das informações.

Parte do material apreendido já estava fisicamente em Brasília, mas, até agora, os dados extraídos ainda não foram encaminhados à Procuradoria, o que impede o início da perícia e atrasa o avanço da investigação nesta etapa.

A segunda fase da operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro —, além de determinar medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

O atraso ocorre em meio a um embate institucional entre a PF e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o destino do material apreendido. Em uma decisão inicial, o ministro Dias Toffoli, relator do caso, determinou que os itens fossem entregues lacrados diretamente em seu gabinete, o que provocou reação da cúpula da Polícia Federal.

A PF argumentou que a medida poderia comprometer a eficácia da investigação e causar perdas irreversíveis de dados, especialmente em celulares, que podem ser bloqueados remotamente ou ter informações apagadas.

Após um pedido de reconsideração, o ministro recuou parcialmente e determinou que o material fosse encaminhado à PGR, que teria o apoio de quatro peritos para a análise das informações. Ainda assim, a decisão de nomear diretamente os investigadores, sem passar pelo diretor-geral da PF, foi mal recebida internamente e aumentou a tensão entre as instituições.

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