CPI do Crime Organizado adia leitura de relatório para esta tarde
O relator Alessandro Vieira disse que mudança no horário não atrapalha o encerramento da comissão
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Valentina Moreira, Ighor Nóbrega
14/04/2026, 14:47 • Atualizado em 14/04/2026, 14:47
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CPI do Crime Organizado | Distribuição/Edilson Rodrigues/Agência Senado
A CPI do Crime Organizado no Senado anunciou o adiamento da leitura dorelatório final da comissão, marcado para esta manhã. A sessão agora está prevista para às 14h. O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou a jornalistas que não conversou com o presidente Fabiano Contarato (PT-ES) sobre o motivo do adiamento, mas declarou que a mudança não trará prejuízos ao resultado da votação do relatório. Após 120 dias em funcionamento, os trabalhos da comissão serão encerrados nesta terça-feira (14).
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“A CPI esgota seu prazo hoje, vocês acompanharam as dificuldades que nós enfrentamos, as restrições, decisões sucessivas negativas do STF, a dificuldade que tivemos em relação a falta de pessoal para trabalho – alguns órgãos não cederam colaboradores”, declarou Vieira.
O relatório de Vieira pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade. Se aprovado pelo colegiado, o texto será enviado ao Ministério Público Federal.
Vieira explicou que a escolha pelo crime de responsabilidade se deu porque o processo de análise compete ao próprio Senado Federal, que tem a prerrogativa exclusiva de julgar eventual impeachment de ministros do STF. Além disso, o relator disse que para o indiciamento por crimes comuns seriam necessárias quebras de sigilo mais robustas.
“Conseguimos colocar de pé um relatório que tem suas provas, suas evidências e que, no indiciamento, concentrou no crime de responsabilidade. Essa é uma escolha técnica. O crime de responsabilidade só pode ser processado, investigado e julgado pelo próprio Senado e exige um conjunto probatório menos robusto do que se exige em crimes comuns”, afirmou o senador.
Para o indiciamento de Dias Toffoli, são citados julgamentos em situação de suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e comportamentos que, segundo o documento, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações.
Já Moraes é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com empresa investigada, além de suposta atuação para restringir o alcance das apurações da CPI.
O relatório também atribui a Gilmar Mendes conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, o que, segundo a CPI, teria comprometido apurações.
No caso do procurador-geral Paulo Gonet, o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades, caracterizando, na avaliação da comissão, falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.
CPI do Crime Organizado adia leitura de relatório para esta tardeO relator Alessandro Vieira disse que mudança no horário não atrapalha o encerramento da comissãoPolítica2026-04-14T14:47:27.515ZA CPI do Crime Organizado no Senado anunciou o adiamento da leitura do , marcado para esta manhã. A sessão agora está prevista para às 14h. O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou a jornalistas que não conversou com o presidente Fabiano Contarato (PT-ES) sobre o motivo do adiamento, mas declarou que a mudança não trará prejuízos ao resultado da votação do relatório. Após 120 dias em funcionamento, os trabalhos da comissão serão encerrados nesta terça-feira (14). “A CPI esgota seu prazo hoje, vocês acompanharam as dificuldades que nós enfrentamos, as restrições, decisões sucessivas negativas do STF, a dificuldade que tivemos em relação a falta de pessoal para trabalho – alguns órgãos não cederam colaboradores”, declarou Vieira. O relatório de Vieira pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade. Se aprovado pelo colegiado, o texto será enviado ao Ministério Público Federal. Vieira explicou que a escolha pelo crime de responsabilidade se deu porque o processo de análise compete ao próprio Senado Federal, que tem a prerrogativa exclusiva de julgar eventual impeachment de ministros do STF. Além disso, o relator disse que para o indiciamento por crimes comuns seriam necessárias quebras de sigilo mais robustas. “Conseguimos colocar de pé um relatório que tem suas provas, suas evidências e que, no indiciamento, concentrou no crime de responsabilidade. Essa é uma escolha técnica. O crime de responsabilidade só pode ser processado, investigado e julgado pelo próprio Senado e exige um conjunto probatório menos robusto do que se exige em crimes comuns”, afirmou o senador. INDICIAMENTOS Para o indiciamento de Dias Toffoli, são citados julgamentos em situação de suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e comportamentos que, segundo o documento, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações. Já Moraes é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com empresa investigada, além de suposta atuação para restringir o alcance das apurações da CPI. O relatório também atribui a Gilmar Mendes conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, o que, segundo a CPI, teria comprometido apurações. No caso do procurador-geral Paulo Gonet, o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades, caracterizando, na avaliação da comissão, falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/cpi-do-crime-organizado-adia-leitura-de-relatorio-para-esta-tarde