Castro alega problema de saúde e não comparecerá à CPI do Crime Organizado
Defesa alega lombalgia aguda para justificar ausência em depoimento; comissão vota relatório final a e encerra atividades nesta terça-feira (14)



Vicklin Moraes
Soane Guerreiro
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), não comparecerá à oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que estava prevista para terça-feira (14).
Segundo pedido da defesa ao qual o SBT News teve acesso, Castro foi diagnosticado com lombalgia aguda e apresenta "dores intensas na região lombar".
"O problema de saúde apresentado na presente petição já vem acometendo o peticionante ao longo das últimas semanas, conforme evidenciam os documentos", afirma a defesa no documento enviado à comissão.
A ausência ocorre em um momento decisivo para o colegiado. Na mesma sessão em que Castro seria ouvido, os parlamentares devem acompanhar a leitura do relatório final do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e votar o documento. O relatório pode sugerir o indiciamento de investigados e propor mudanças na legislação vigente.
O texto assinado por Alessandro Vieira detalha a atuação de grupos criminosos com destaque para o braço financeiro do crime. Segundo o relator, diversos esquemas fraudulentos atualmente sob investigação, como o chamado "caso Master", convergem para o crime de lavagem de dinheiro.
O depoimento de Castro já havia sido adiado anteriormente. A mudança de data ocorreu após uma solicitação do próprio político, que tinha previsão inicial de ser ouvido no começo desta semana. Após o primeiro adiamento, a presença havia sido confirmada para esta nova data, agora cancelada por motivos médicos.
Vale lembrar que o político foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico.
Com a decisão do comando do Senado de não prorrogar os trabalhos da CPI do Crime Organizado, a comissão entrou em sua fase final. O foco agora se volta inteiramente para a aprovação do relatório de Vieira, que busca mapear as conexões financeiras que sustentam as organizações criminosas no país.









