Política

AGU pede que redes sociais retirem do ar vídeo manipulado de Celso Amorim e Maduro

No conteúdo, feito com inteligência artificial, as duas autoridades aparecem em um abraço afetuoso

L
Lara Curcino
07/08/2024, 00:43 • Atualizado em 07/08/2024, 00:43
compartilhar
Foto: Reprodução/Rede sociais

Foto: Reprodução/Rede sociais

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou as redes sociais X (antigo Twitter), Instagram e Facebook para que removam de suas plataformas as publicações que compartilham um vídeo falso em que o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, aparece abraçando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O vídeo em questão, manipulado com inteligência artificial, mostra as duas autoridades juntas, se cumprimentando com um abraço afetuoso e uma música romântica ao fundo. O conteúdo original, em que Amorim e Maduro trocam um aperto de mão, é de uma visita oficial do governo brasileiro a Caracas, em março de 2023.

O material chegou a ser compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no X, mas foi notificado como “mídia manipulada” pela plataforma. Após ser criticado pela publicação, o parlamentar disse que estavam “usando o post para fazer uma cortina de fumaça”.

Segundo a AGU, o vídeo tem “efeito de confundir a população sobre a posição do Estado brasileiro a respeito das eleições venezuelanas”. Caso o pedido de remoção não seja acatado, a instituição solicita que os vídeos sejam marcados com um aviso de que foram manipulados por inteligência artificial.

A Advocacia-Geral da União ainda argumentou, no pedido às plataformas, que “além de enganoso e fraudulento, o vídeo configura como ato antijurídico, uma vez que viola o direito à informação e extrapola os limites da liberdade de expressão, caracterizando um abuso de direito”.

“A veiculação de vídeos ou imagens manipuladas pelo uso de inteligência artificial, criando cenas não condizentes com a realidade, retira da sociedade o direito fundamental à informação. A sociedade tem o direito de ser informada com base nos valores éticos e sociais, conforme garante a Constituição Federal”, acrescentou a AGU.

Eleições venezuelanas

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou no dia 28 de julho que Maduro havia sido reeleito para seu terceiro mandato consecutivo, por 52% dos votos.

A oposição afirma, no entanto, que teve acesso à contagem das urnas e que o seu candidato, Edmundo González, teve mais do que o dobro de votos do atual presidente.

Nações e autoridades internacionais, bem como a oposição na Venezuela, pedem que o CNE divulgue as atas eleitorais, que detalham os votos e que poderiam comprovar a veracidade do resultado divulgado.

Posição do Brasil

No dia seguinte ao pleito, o governo brasileiro parabenizou a Venezuela pelo “caráter pacífico” das eleições, mas afirmou que, antes de reconhecer a vitória de Maduro, vai aguardar “dados desagregados por mesa de votação” - as atas -, o que classificou como “passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”.

Dias depois, o Brasil assinou uma nota conjunta com a Colômbia e com o México, em que os países fizeram “um chamado às autoridades eleitorais da Venezuela para que avancem e divulguem publicamente os dados desagregados por mesa de votação”

Protestos

Protestos na Venezuela são realizados desde que a vitória de Maduro foi anunciada, no último domingo (28). Até o momento, 19 manifestantes contrários ao governo já foram mortos nos atos, segundo a ONG Programa de Educação em Direitos Humanos Acção (Provea).

Ainda de acordo com a organização, oito mortes não têm autor identificado. Três delas foram causadas pela Guarda Nacional, uma por ação de policiais e pistoleiros, uma por um policial e seis por grupos paramilitares que apoiam Maduro.

Em meio às manifestações, o presidente venezuelano anunciou que ao menos 1.200 pessoas já foram presas e que, se necessário, ele irá prender outras mil.

Outros lugares no mundo também registraram protestos por causa da situação na Venezuela, em países como a Espanha.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Senado aprova ‘pauta-bomba’ dos agentes de saúde

Senado aprova ‘pauta-bomba’ dos agentes de saúde

Imagem da notícia: Vídeo mostra abordagem do ICE que terminou em morte no Maine

Vídeo mostra abordagem do ICE que terminou em morte no Maine

Imagem da notícia: Junho foi o mês mais letal para civis na Ucrânia

Junho foi o mês mais letal para civis na Ucrânia

Imagem da notícia: Reino Unido e UE firmam tratado sobre Gibraltar

Reino Unido e UE firmam tratado sobre Gibraltar

Imagem da notícia: Senado aprova ‘pauta-bomba’ dos agentes de saúde

Senado aprova ‘pauta-bomba’ dos agentes de saúde

Imagem da notícia: Vídeo mostra abordagem do ICE que terminou em morte no Maine

Vídeo mostra abordagem do ICE que terminou em morte no Maine

Imagem da notícia: Junho foi o mês mais letal para civis na Ucrânia

Junho foi o mês mais letal para civis na Ucrânia

Imagem da notícia: Reino Unido e UE firmam tratado sobre Gibraltar

Reino Unido e UE firmam tratado sobre Gibraltar

Últimas notícias

Fim da 6x1 pode ser votada até agosto, diz senador do PT

Ao SBT News, Paulo Paim (PT) afirmou que tanto Lula quanto Alcolumbre estão dispostos a se reunirem para debater a PEC

PF indicia deputado Euclydes Pettersen na Sem Desconto

Parlamentar é suspeito de receber propina para oferecer proteção política ao esquema; ele nega qualquer participação nos fatos apurados

STM sofre ataque hacker e tira portal do ar

Site da Corte permanece indisponível enquanto equipes técnicas trabalham para restabelecer os serviços com segurança

Senado aprova MP do Frete e envia texto à sanção

Acordo entre governo e oposição alterou pontos do texto após pressão de caminhoneiros e ameaça de paralisação

Relator da MP do Frete articula derrubar veto à anistia

Deputado federal Zé Trovão diz que anistia é humanitária e afirma que o Congresso pode reverter eventual veto de Lula à anistia de caminhoneiros em 2022

MP do Frete passa na frente da pauta e será votada no Senado

Alcolumbre incluiu item extrapauta como prioridade após criticar inconstitucionalidades de versão aprovada na Câmara