Cidades

Três pessoas são presas por tráfico internacional de animais silvestres

Investigações começaram após a apreensão de dois macacos-prego na casa da modelo Nicole Bahls

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Léo Sant'anna
13/03/2024, 02:00 • Atualizado em 13/03/2024, 02:00
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Três pessoas são presas por tráfico internacional de animais silvestres

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Foram presos, no Rio de Janeiro, três suspeitos de integrar uma quadrilha de tráfico internacional de animais silvestres. Entre eles, está um bombeiro. Com o grupo, a polícia apreendeu mais de 20 bichos, além de armas e munição.

O bombeiro militar, Fabiano Gouveia Monteiro, era o chefe do grupo criminoso e o responsável pela captura e venda ilegal dos animais, segundo as investigações. Servidores públicos de órgãos ambientais e veterinários participavam do esquema.

Os animais sofriam maus tratos e eram negociados na internet por valores entre R$ 20 mil e R$ 120 mil. Centenas de macacos-prego, pássaros silvestres e até cervos, naturais da ásia, foram apreendidos ao longo das investigações.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha pode ter movimentado mais de R$ 14 milhões em apenas um ano. Os animais, alguns até em risco de extinção, recebiam chips e eram cadastrados no sistema do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de forma fraudulenta.

As investigações começaram no ano passado, após a apreensão de dois macacos-prego na casa da modelo Nicole Bahls. Na época, ela disse que ganhou os filhotes e não sabia da documentação falsa.

"As pessoas que estejam adquirindo animais silvestres, como se fossem pets, que entreguem os animais junto à delegacia de meio ambiente da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, sob pena disso, configurar não só o crime ambiental, como também a realização da prisão e flagrante pelo crime de receptação", afirma Renato Cupolillo Gentile, delegado da PF.

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