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Polícia Civil de SP devolve 300 celulares recuperados; secretário defende leis mais duras contra receptação

Ação recuperou mais de 21 mil aparelhos em nove meses; secretário Nico pediu endurecimento de leis contra o crime organizado

Imagem da noticia Polícia Civil de SP devolve 300 celulares recuperados; secretário defende leis mais duras contra receptação
Devolução de celular pelo SP Mobile | Divulgação SSP

A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quarta-feira (25) uma cerimônia para devolver celulares recuperados de furtos e roubos durante uma ação do programa SP Mobile, realizada em todo o estado de São Paulo.

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A iniciativa integra a estratégia do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) para fortalecer o combate aos crimes patrimoniais e já resultou na recuperação de mais de 21 mil aparelhos desde o início do programa, em junho do ano passado.

Nesta etapa, 300 celulares serão restituídos às vítimas em diferentes regiões do Estado. Na capital paulista, 100 aparelhos foram recuperados, e 40 vítimas compareceram à sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) nesta quarta para receber os celulares de volta.

Antes da cerimônia desta quarta, cerca de 6.000 aparelhos já haviam sido devolvidos aos proprietários no programa. Participaram da cerimônia o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, e o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian. Durante o evento, o secretário defendeu mudanças na legislação para endurecer a punição a quem compra celulares roubados.

“A gente precisa rever a lei. Quem compra celular roubado é pior que o ladrão. Ele fomenta o crime. Ele tem que ter o dobro da pena de quem roubou. Se não houvesse quem compra, não teria quem rouba”, afirmou Nico.
“Se alguém furtasse um celular e soubesse que ficaria um ano preso, ele não roubaria de novo, mas eles contam com a lei fraca”, complementou.

PL antifacção

Ao comentar propostas em discussão no Congresso, Nico afirmou que o mais importante é o endurecimento das leis contra o crime organizado. Ele citou o caso de André do Rap, traficante e chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) que deixou a prisão após decisão liminar de 2020 do então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Desde então, André está foragido.

“Ele acabou saindo pela porta da frente com benefício. Trabalhamos tanto para prender André do Rap. O que a gente quer é que não tenha benefício para esse pessoal que atenta contra o Estado, como atentaram contra o delegado Ruy Fontes, criminosos faccionados”, declarou.

Fontes foi assassinado em novembro do ano passado a mando do PCC, segundo investigação da Polícia Civil.

Na noite de terça-feira (24), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei conhecido como PL Antifacção, que endurece penas para integrantes de organizações criminosas e milícias. A proposta, denominada “Marco Legal de Enfrentamento ao Crime Organizado”, teve a maior parte das alterações promovidas pelo Senado rejeitadas pelos deputados.

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