Polícia

Homem é preso por importunação sexual em supermercado; Brasil registra 100 casos por dia

Crime foi registrado por câmeras de segurança; suspeito foi detido em flagrante logo após o ataque

Um homem foi preso em flagrante neste domingo (8), data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, após cometer importunação sexual dentro de um supermercado na zona oeste de São Paulo.

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Imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento registraram o momento em que o suspeito se aproxima da vítima e passa a mão nela. O suspeito foi identificado como Elias Nunes da Silva e acabou sendo detido no próprio local.

O que é importunação sexual?

O crime de importunação sexual ocorre quando alguém pratica ato libidinoso sem o consentimento da vítima, com o objetivo de satisfazer desejo próprio ou de terceiros.

De acordo com a promotora de Justiça Juliana Gentil, a importunação sexual é diferente do crime de assédio sexual.

“O assédio sexual normalmente é praticado por alguém que usa a sua posição, cargo ou função para constranger ou exigir favores sexuais. Já na importunação sexual não existe essa hierarquia e o crime costuma ocorrer em ambientes públicos, com invasão da liberdade sexual da vítima”, explicou.

A importunação sexual prevê pena de 1 a 5 anos de prisão. Trata-se de um crime grave que, quando não é interrompido, pode evoluir para formas ainda mais severas de violência contra a mulher, como o feminicídio.

“Ele pode começar com uma importunação ou com a tentativa de outra violência sexual, que é rejeitada pela vítima. Nesses casos, vemos situações em que a agressão evolui para violências ainda mais graves”, afirma a promotora.

Mais de 100 casos por dia no Brasil

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou mais de 100 casos de importunação sexual por dia em 2024.

Ao todo, foram 37.972 ocorrências desse tipo no país ao longo do ano, o equivalente a uma média diária de 104 registros.

Ainda segundo Juliana, muitos homens ainda não entenderam que o corpo da mulher não é espaço público e não pode ser tocado sem autorização.

"Enquanto meninas e mulheres continuarem sendo vistas como objeto e continuarem sendo vistas como algo que pode ser tocado, violado, ferido, a gente não vai conseguir modificar essa realidade que está escancarada para todas nós”, conclui a promotora.

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