Ucrânia e Rússia trocam centenas de prisioneiros de guerra
Cada país libertou 270 pessoas que estavam em cativeiro; governo ucraniano afirma que havia nove civis no grupo
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André de Sena, com informações da Reuters
Prisioneiros ucranianos libertados pela Rússia cantam o hino nacional | Reprodução/Reuters
Ucrânia e Rússia realizaram uma troca de prisioneiros nesta sexta-feira (23). Cada país liberou 270 pessoas. O acordo foi alcançado após reuniões dos dois lados com representantes dos Estados Unidos no início desta semana.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comemorou o retorno dos cidadãos ucranianos através de uma postagem nas redes sociais. "270 dos nossos estão em casa. Um resultado muito importante", escreveu.
De acordo com Zelensky, o grupo é composto majoritariamente por militares que defenderam o país em Mariupol, mas também há combatentes que lutaram em Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Zaporizhzhia, Kherson, Kyiv, Mykolaiv e Chernihiv, além de nove civis. A maioria dos prisioneiros estava em cativeiro desde 2022.
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“Estou simplesmente inundado de emoções. Ainda não consigo acreditar que estou em casa, na minha terra natal. Quero muito ver minha família, meus entes queridos”, disse o combatente Oleksadr Stupko, que ficou 1.654 dias preso.
“Esperei por este momento durante 4 anos e meio. Passei 1.670 dias em cativeiro. Estava farto de tudo, e ainda não consigo acreditar que este momento finalmente chegou”, comemorou Mykhailo Shevchuk.
“Alguns centros de detenção não estavam preparados para nós, porque éramos os primeiros a chegar lá. Fomos tratados com muita brutalidade", relatou outro prisioneiro que não revelou seu nome.
Segundo a comissária de direitos humanos da Rússia, Yana Lantratova, entre os 270 russos liberado pela Ucrânia, há sete civis. "Algumas pessoas não conseguiram voltar para seus entes queridos durante muito tempo devido a problemas com seus documentos. Outras se encontravam longe de suas famílias, sem apoio ou dinheiro para sobreviver", afirmou em um comunicado.
O Ministério da Defesa da Rússia postou uma mensagem no Telegram informando que os militares libertados estavam em Belarus, onde receberiam assistência psicológica e médica antes de serem transportados para a Rússia.
Moscou e Kiev trocaram milhares de prisioneiros desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Essa é uma das poucas áreas em que os dois governos mantiveram contato intermitente ao longo desse período.
A última grande troca havia ocorrido em 19 de agosto. Na ocasião, 103 ucranianos retornaram do cativeiro russo.
A troca dessa sexta-feira acontece em um momento no qual os Estados Unidos pressionam a Ucrânia a negociar um acordo de paz com a Rússia. Autoridades dos dois países levantaram a possibilidade das conversas ocorrerem em novembro, com mediação de Washington.
"O objetivo dessas negociações será discutir como garantir a segurança da Ucrânia e da Rússia após a assinatura dos acordos de paz definitivos, e não como resultado de uma suspensão temporária das hostilidades", disse o presidente russo Vladimir Putin. "Estamos prontos para retomar esses contatos para atingir esse objetivo", completou.
Ucrânia e Rússia trocam centenas de prisioneiros de guerraCada país libertou 270 pessoas que estavam em cativeiro; governo ucraniano afirma que havia nove civis no grupoMundo2026-10-23T17:26:50.920ZUcrânia e Rússia realizaram uma troca de prisioneiros nesta sexta-feira (23). Cada país liberou 270 pessoas. O acordo foi alcançado após reuniões dos dois lados com representantes dos Estados Unidos no início desta semana. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, comemorou o retorno dos cidadãos ucranianos através de uma postagem nas redes sociais. "270 dos nossos estão em casa. Um resultado muito importante", escreveu. De acordo com Zelensky, o grupo é composto majoritariamente por militares que defenderam o país em Mariupol, mas também há combatentes que lutaram em Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Zaporizhzhia, Kherson, Kyiv, Mykolaiv e Chernihiv, além de nove civis. A maioria dos prisioneiros estava em cativeiro desde 2022. “Estou simplesmente inundado de emoções. Ainda não consigo acreditar que estou em casa, na minha terra natal. Quero muito ver minha família, meus entes queridos”, disse o combatente Oleksadr Stupko, que ficou 1.654 dias preso. “Esperei por este momento durante 4 anos e meio. Passei 1.670 dias em cativeiro. Estava farto de tudo, e ainda não consigo acreditar que este momento finalmente chegou”, comemorou Mykhailo Shevchuk. “Alguns centros de detenção não estavam preparados para nós, porque éramos os primeiros a chegar lá. Fomos tratados com muita brutalidade", relatou outro prisioneiro que não revelou seu nome. Segundo a comissária de direitos humanos da Rússia, Yana Lantratova, entre os 270 russos liberado pela Ucrânia, há sete civis. "Algumas pessoas não conseguiram voltar para seus entes queridos durante muito tempo devido a problemas com seus documentos. Outras se encontravam longe de suas famílias, sem apoio ou dinheiro para sobreviver", afirmou em um comunicado. O Ministério da Defesa da Rússia postou uma mensagem no Telegram informando que os militares libertados estavam em Belarus, onde receberiam assistência psicológica e médica antes de serem transportados para a Rússia. Moscou e Kiev trocaram milhares de prisioneiros desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Essa é uma das poucas áreas em que os dois governos mantiveram contato intermitente ao longo desse período. A última grande troca havia ocorrido em 19 de agosto. Na ocasião, 103 ucranianos retornaram do cativeiro russo. Negociações por paz A troca dessa sexta-feira acontece em um momento no qual os Estados Unidos pressionam a Ucrânia a negociar um acordo de paz com a Rússia. Autoridades dos dois países levantaram a possibilidade das conversas ocorrerem em novembro, com mediação de Washington. "O objetivo dessas negociações será discutir como garantir a segurança da Ucrânia e da Rússia após a assinatura dos acordos de paz definitivos, e não como resultado de uma suspensão temporária das hostilidades", disse o presidente russo Vladimir Putin. "Estamos prontos para retomar esses contatos para atingir esse objetivo", completou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ucrania-e-russia-trocam-centenas-de-prisioneiros-de-guerra