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Trump ameaça tarifas muito mais altas a países que "brincarem" com decisão da Suprema Corte

Presidente dos Estados Unidos reagiu em rede social após julgamento que declarou ilegais tarifas baseadas em lei de emergência econômica

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O presidente dos EUA, Donald Trump | Daniel Torok/Official White House Photo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23), que países que “brincarem” com a decisão da Suprema Corte dos EUA poderão enfrentar tarifas “muito mais altas e piores”.

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A declaração foi feita na rede social Truth Social, após o julgamento da última sexta-feira (20), quando a Suprema Corte considerou ilegais as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Na mensagem, o republicano indicou que poderá adotar medidas comerciais mais duras contra governos estrangeiros que, segundo ele, tentarem se aproveitar da decisão judicial. Trump não detalhou quais países seriam alvo nem quais setores poderiam ser atingidos.

"Qualquer país que queira 'brincar' com a ridícula decisão da Suprema Corte, especialmente aqueles que 'exploraram' os EUA por anos, ou mesmo décadas, enfrentarão tarifas muito mais altas e piores do que aquelas que acabaram de aceitar. CUIDADO, COMPRADOR!!!", escreveu.

Suprema Corte derruba tarifas

A Suprema Corte dos EUA derrubou, por 6 votos a 3, as amplas tarifas impostas por Trump com base em uma lei destinada a emergências nacionais.

A decisão foi redigida pelo presidente da Corte, o juiz-chefe John Roberts, que confirmou o entendimento de um tribunal inferior de que o uso da lei de 1977 pelo presidente excedeu sua autoridade.

No voto, Roberts citou precedente da própria Suprema Corte ao afirmar que “o presidente deve apontar para uma autorização clara do Congresso” para justificar a imposição de tarifas com base em poderes extraordinários. “Ele não pode”, escreveu.

Segundo a Suprema Corte, Trump utilizou as tarifas (impostos sobre bens importados) como instrumento de política econômica externa, o que desencadeou uma guerra comercial global. A ação foi contestada judicialmente por empresas afetadas pelas taxas e por 12 estados americanos, a maioria governados por democratas.

No mesmo dia da decisão, durante reunião com governadores estaduais, Trump classificou o julgamento como uma “vergonha”.

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