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Trump reúne conselho de segurança para discutir situação na Venezuela

Países encontram-se em meio a uma crise militar desde setembro, quando Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe

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Camila Stucaluc
02/12/2025, 06:11 • Atualizado em 02/12/2025, 06:11
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | White House

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu o Conselho de Segurança Nacional na noite de segunda-feira (1º) para debater a situação na Venezuela. A informação foi dada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que disse que “há muitas opções à disposição do presidente que estão em jogo".

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A reunião ocorreu um dia após Trump confirmar que conversou por telefone com o líder venezuelano, Nicolás Maduro. O republicano não forneceu detalhes do diálogo, mas fontes ouvidas pela imprensa norte-americana disseram que o presidente teria dado um ultimato para Maduro renunciar ao cargo e deixar o país imediatamente.

"Você pode salvar a si mesmo e aqueles que estão mais próximos a você, mas precisa deixar o país agora", teria dito Trump, oferecendo passagem segura para Maduro, sua esposa e seu filho "se ele concordasse em renunciar imediatamente". O líder venezuelano teria recusado deixar o cargo de imediato, e feito uma série de contra-exigências, incluindo imunidade mundial contra processos judiciais.

Venezuela e Estados Unidos encontram-se em meio a uma crise militar desde setembro, quando Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O presidente Donald Trump acusa cartéis latino-americanos de transportarem drogas para o território norte-americano pelo mar.

A operação despertou alerta no governo Maduro, que começou a mobilizar militares e milicianos para reforçar o patrulhamento da fronteira. Isso porque o líder venezuelano teme que a operação naval norte-americana seja uma ofensiva disfarçada, com o objetivo de mudar o regime do país à força. Ele acusa Trump de colonialismo.

Essa preocupação aumentou nas últimas semanas devido ao aumento da presença militar norte-americana no Caribe. Além de navios de guerra e submarinos já mobilizados, a Casa Branca enviou caças F-35 à região, bem como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o maior e mais moderno do mundo.

Além disso, para isolar o país, Trump disse que as companhias aéreas deveriam considerar o espaço aéreo da Venezuela como "totalmente fechado". O presidente não deu detalhes, gerando mais ansiedade em Caracas.

Em outra frente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos designou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira. A pasta afirma que o grupo é liderado por Maduro e oferece suporte logístico e operacional a facções criminosas como o Trem de Aragua e o Cartel de Sinaloa. Apesar de o líder venezuelano negar as acusações, a medida impulsiona a possível justificativa para uma ação militar.

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