Trump confirma conversa por telefone com Nicolás Maduro
Presidente dos EUA confirma o contato em meio à escalada de acusações entre Washington e Caracas sobre petróleo e narcotráfico

SBT News
com informações da Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste domingo (30) que conversou por telefone com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A declaração foi feita a repórteres a bordo do Air Force One durante o retorno a Washington após o feriado de Ação de Graças.
A confirmação ocorre dias depois de o New York Times revelar a existência da conversa, realizada em meio à escalada de tensões entre os dois governos. Trump e Maduro têm trocado acusações públicas enquanto Washington intensifica a pressão sobre Caracas sob o argumento de combater o narcotráfico internacional.
No sábado (29), Trump afirmou que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado completamente fechado, o que levou o chanceler Yván Gil a classificar a fala como uma ameaça explícita de uso da força. O governo venezuelano afirma que a pressão dos EUA já interrompeu 75 voos do programa de repatriação Volta à Pátria, responsável pelo retorno de quase 14 mil cidadãos ao país.
A crise diplomática aumentou neste domingo (30), quando Caracas divulgou uma carta enviada por Maduro ao secretário-geral da Opep e aos países membros da Opep e da Opep+.
O documento acusa os Estados Unidos de tentar se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas por meio de pressão militar. A vice-presidente Delcy Rodríguez, que tornou a carta pública em reunião virtual da entidade, afirmou que uma ação dessa natureza traria impactos significativos ao mercado global de energia.
Washington acusa Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles e sustenta sanções econômicas, pressão diplomática e apoio à oposição venezuelana. Maduro nega as acusações e afirma que Trump age de forma colonialista.
Trump já havia declarado que operações militares americanas contra embarcações ligadas ao tráfico no Caribe e no Pacífico, que segundo o governo dos EUA resultaram em mais de 80 mortes, podem evoluir para ações terrestres na Venezuela.









