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Venezuela acusa Trump de violar soberania e fala em “ameaça colonialista”

Governo de Maduro afirma que declaração de Trump viola a Carta da ONU e interrompeu 75 voos do programa de retorno de venezuelanos ao país

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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. | Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Venezuela condenou neste sábado (29) a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o espaço aéreo venezuelano deve ser considerado “totalmente fechado”.

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Em comunicado, o chanceler Yván Gil classificou a fala como uma “ameaça explícita de uso da força”, proibida pelo Artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas. Segundo o governo venezuelano, a pressão de Washington interrompeu 75 voos de repatriação do programa “Volta à Pátria”, que já havia transportado 13.956 cidadãos de volta ao país.

“O pronunciamento constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional, inserido em uma política permanente de agressão contra nosso país, com pretensões coloniais sobre a América Latina e o Caribe”, afirmou o chanceler.

Nesta semana, o New York Times revelou que Trump manteve uma conversa telefônica com Nicolás Maduro. Os dois têm trocado acusações públicas e se colocado como adversários diretos, em meio ao aumento da pressão dos EUA sobre Caracas sob o argumento de combater o narcotráfico internacional.

Washington acusa Maduro de liderar o chamado Cartel de los Soles e mantém sanções econômicas, pressão diplomática e apoio à oposição venezuelana.

Maduro nega as acusações e afirma que Trump age de forma colonialista e realiza uma pressão “injustificável” contra a Venezuela.

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