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Moradores prestam homenagens às vítimas do incêndio mais mortal de Hong Kong

Autoridades da região administrativa decretaram luto oficial de três dias; já são 128 mortes confirmadas

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Luto oficial de três dias começa neste sábado. | Reuters
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Moradores de Hong Kong começaram a prestar homenagens na manhã deste sábado (29) às vítimas do incêndio que atingiu o complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, na última quarta-feira (26). O país decretou luto oficial de três dias.

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Já são 128 mortes confirmadas, e outras 300 pessoas continuam desaparecidas.

“Gostaríamos de mostrar nossa gratidão a todos os bombeiros que estiveram envolvidos no combate e no resgate das pessoas”, disse Jonathan Poon, 40, à Reuters. Entre as vítimas está o bombeiro Ho Wai-ho, 37, que trabalhava há nove anos na estação de Sha Tin, distrito no leste de Hong Kong.

Até o momento, as autoridades de Hong Kong prenderam 11 pessoas responsáveis pelo pior incêndio da cidade em quase 80 anos, e investigam uma possível corrupção na empresa responsável pela construção e pelo uso de materiais inseguros durante as reformas do complexo.

As operações de resgate foram concluídas na sexta-feira (28). Mas, segundo a polícia, mais corpos podem ser encontrados durante as investigações que seguem em andamento.

O incêndio começou na tarde de quarta e rapidamente tomou sete dos oito blocos de 32 andares do complexo, que estavam envolvidos por andaimes de bambu e materiais feitos de espuma, altamente inflamáveis.

"Temos motivos para acreditar que as partes responsáveis pela empresa foram gravemente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o incêndio se espalhasse descontroladamente, resultando em grandes vítimas", disse Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong.

Ao todo, o complexo abriga 4,8 mil pessoas. Conforme as autoridades, alguns moradores conseguiram fugir logo no início das chamas, mas muitos não ouviram o alarme de incêndio, já que estavam com as janelas fechadas por conta da manutenção do prédio.

Pelas redes sociais, o Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, disse que instalou um Centro de Monitoramento e Apoio de Emergência para acompanhar o caso. Além dos abrigos temporários, o governo disponibilizou assistentes sociais para prestar o apoio às famílias e afirmou que prepara o depósito de uma assistência financeira aos afetados.

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