Mendonça autoriza que Vorcaro use avião da PF para prestar depoimento à CAE
Depoimento do dono do Master deve ocorrer em 10 de março; Vorcaro desistiu de depor à CPMI do INSS na segunda (23)


SBT News
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, nesta sexta-feira (27), que o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, use um avião da Polícia Federal para prestar depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A oitiva está prevista para 10 de março, às 11h.
A decisão solicita à PF que providencie condições logísticas de transporte de ida e volta de Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em São Paulo. Mendonça também reitera a proibição do uso de aeronave particular, requerimento que já havia sido feito pela defesa e negado pelo ministro no dia 19.
Os advogados alegavam que, pela exposição prolongada do caso na mídia, Vorcaro corria ou riscos físicos caso voasse em um avião comercial, ou de imagem se chegasse à capital escoltado por agentes da PF. No fim, optou-se pela segunda opção.
Vorcaro havia firmado um acordo para comparecer à CPMI do INSS na segunda-feira (23) para responder sobre suspeita de envolvimento na fraude em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas. O translado seria em um jatinho privado.
Porém, Mendonça, relator dos dois casos que envolvem o Master no STF, vetou o uso da aeronave particular e entendeu que a ida do banqueiro à CPMI era facultativa. Essa decisão foi recebida com indignação por integrantes da comissão e abriu brecha para que Vorcaro desistisse de prestar depoimento.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a comissão, deixou em aberto inclusive a possibilidade de determinar condução coercitiva para obrigar Vorcaro a depor. “Não é porque ele é banqueiro que vai poder receber benefícios diferentes de outras pessoas que se recusaram a vir", afirmou na segunda.
Com a resistência do Congresso em abrir uma comissão própria para investigar a extensão das fraudes do Master e da influência de Vorcaro nos bastidores da República, criou-se uma queda de braço entre lideranças da CPMI do INSS e da CAE para saber quem seria responsável por inquirir o banqueiro.









