Justiça

STF marca interrogatório de Eduardo Bolsonaro sobre tentativa de interferência no julgamento do pai

Oitiva por videoconferência está marcada para as 14h na Primeira Turma; filho do ex-presidente não confirmou presença

Imagem da noticia STF marca interrogatório de Eduardo Bolsonaro sobre tentativa de interferência no julgamento do pai
Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro | Reprodução

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) programou para a tarde desta terça-feira (14) o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por coação pela tentativa de interferir no julgamento que condenou seu pai a mais de 27 anos de prisão.

A oitiva está marcada para as 14h, por videoconferência, já que Eduardo mora nos Estados Unidos desde o ano passado. Ele não confirmou presença.

Eduardo Bolsonaro é acusado de articular no exterior retaliações contra autoridades brasileiras. O objetivo do ex-deputado era prejudicar o governo brasileiro política e economicamente e pressioná-lo para reverter a sentença de Bolsonaro pelo crime de tentativa de golpe de Estado.

A estratégia do filho 03 era se apoiar na política linha-dura de tarifas e imigração do governo de Donald Trump para fazer o Planalto negociar uma saída diplomática que envolvesse a anulação do julgamento do STF sobre a trama golpista liderada por Bolsonaro. As sanções da Casa Branca suplicadas por Eduardo atingiram ministros de Lula e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, mas foram revogadas.

A presença de Eduardo não é obrigatória na fase de instrução do processo. Ele não indicou um advogado para essa fase. A princípio, o ex-parlamentar será representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

A denúncia contra Eduardo Bolsonaro foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em setembro e foi recebida de forma unânime pelo Supremo em novembro. A ação inclui ainda o blogueiro Paulo Figueiredo.

Segundo a PGR, o acervo probatório é composto por declarações públicas dos próprios denunciados em suas redes sociais, bem como por dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos no âmbito de medidas cautelares autorizadas pelo STF. Além do crime de coação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a reparação dos danos decorrentes das ações criminosas.

O relator do caso na Primeira Turma do STF é o ministro Alexandre de Moraes. Também integram o colegiado os ministros Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Últimas Notícias