Líderes mudam composição de CPI com aval de Alcolumbre para derrotar relatório sobre ministros do STF
Com as trocas, a oposição deixa de ter maioria na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado



Valentina Moreira
José Matheus Santos
Marcela Mattos
Líderes do Senado mudaram a composição da CPI do Crime Organizado, nesta terça-feira (14), para derrotar o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que sugere o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
Segundo apurou o SBT News, as trocas foram articuladas pelo líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), com aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Wagner realizou telefonemas e pediu para parlamentares da base do governo registrarem presença.
Os nomes de três membros titulares da comissão foram trocados. Com isso, a oposição deixa de ter maioria, e a expectativa é que o relatório seja rejeitado.
A troca de Wellington Fagundes por Marcos Rogério foi feita ainda na segunda-feira (13), antes da apresentação do relatório. Fagundes tem boa relação com o ministro Gilmar Mendes e foi substituído por decisão da liderança do PL em uma movimentação pela aprovação do relatório.
Parlamentares com quem o SBT News conversou relatam que o presidente do Senado indicou a votação contrária. O nome de alguns titulares foi comunicado via ofício da própria presidência, sem consulta prévia.
Os senadores Sergio Moro (PL-PR), Jorge Kajuru (PSB-GO), Marcos do Val (Avante-ES) foram substituídos por Teresa Leitão (PT-PE), Beto Faro (PT-PA) e Soraya Thronicke (PSB-MS), que devem votar contra o relatório de Alessandro Vieira. Além desses nomes, Wellington Fagundes (PL-MT) deu lugar a Marcos Rogério (PL-RO).
As mudanças na composição foram realizadas horas após a divulgação do relatório, que deve ser submetido à votação do colegiado, composto por 11 senadores titulares.








