Justiça da Argentina retoma julgamento sobre morte de Diego Maradona
Sete profissionais de saúde voltam ao tribunal acusados de negligência e homicídio doloso pela morte do ex-jogador em 2020



SBT News
com informações da Reuters
A Justiça da Argentina inicia nesta terça-feira (14) um novo julgamento sobre a morte de Diego Maradona, em 2020. Sete membros da equipe médica do ex-jogador voltam ao tribunal quase um ano após um processo anterior ter sido anulado. Eles são acusados de negligência e homicídio simples com dolo eventual.
Ao menos 100 testemunhas serão ouvidas pelo tribunal de São Isidro, nas proximidades de Buenos Aires. São julgados a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica Nancy Edith Forlini, o enfermeiro Ricardo Almirón, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna. Um oitavo réu, a enfermeira Dahiana Madrid, será julgado por um júri separado, ainda sem data definida.
Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após um ataque cardíaco enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro para remover um coágulo sanguíneo.
As acusações de negligência contra a equipe surgiram em 2021, depois que os promotores nomearam uma junta médica para investigar a morte. O painel concluiu que a equipe médica do ídolo argentino agiu de forma "inadequada, deficiente e imprudente".
Os promotores argumentam que os profissionais da área médica violaram os protocolos de tratamento e que a casa onde Maradona estava se recuperando de uma cirurgia se assemelhava a um "teatro de horror", onde os cuidados necessários não foram prestados.
A equipe médica nega qualquer irregularidade. A defesa argumenta que a morte de Maradona era inevitável devido a problemas de saúde de longa data. Ele lutou durante décadas contra o vício em cocaína e álcool.








