Ligue 180 supera 1 milhão de atendimentos à mulheres vítimas de violência em 2025
Dados do Ministério das Mulheres apontam crescimento de 45% nos atendimentos e 17% nas denúncias; índice segue crescendo em 2026
Marina Demori
O número de feminicídios aumentou 16% em 2024, na comparação com o ano anterior | Elza Fiuza/Agência Brasil
A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) registrou 1.088.900 atendimentos em 2025, segundo um estudo do Ministério das Mulheres, divulgado nesta terça-feira(14). O número representa um aumento de 45% em comparação com 2024.
Foram, em média, 3 mil atendimentos por dia, que incluem desde pedidos de informação sobre a rede de proteção às mulheres até denúncias diretas de violência.
Sobre as denúncias, houve um aumento de 17,4% no número de registros pelo canal. Em 2025, foram contabilizadas 155.111, o equivalente a 425 denúncias por dia. Em 2024, a central registrou 132.084 denúncias.
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Segundo a pasta, das 155.111 denúncias, 66,3% (102.770) foram realizadas pela própria vítima; 16,8% (26.033) por terceiros; 16,9% (26.237) de forma anônima; e em 0,03% (53) dos casos o próprio agressor relatou a violência praticada.
O estudo também aponta os tipos mais comuns de violência. São eles:
* Violência psicológica, com mais de 339 mil registros (49,9%);
* Violência física, com mais de 104 mil ocorrências (15,3%);
* Violência patrimonial, com 36.938 casos (5,4%);
* Violência sexual, com 20.534 registros (3,0%), sendo 8.172 casos de importunação sexual (1,2%);
* Sequestro/cárcere privado, com 2.621 ocorrências (0,4%).
De acordo com a metodologia da Central de atendimento, uma única denúncia pode conter mais de um tipo de violação.
Ambiente e frequência das agressões
O ambiente doméstico foi apontado como cenário predominante dos casos de violência. A “casa da vítima” apareceu em 40,76% denúncias, já em 28,58% dos casos, a violência foi praticada na casa onde residem a vítima e o suspeito. A maioria dos agressores são pessoas com quem a vítima tem ou teve vínculo afetivo, como ex-companheiros (15,15%) e parceiros atuais (12,29%).
Os dados indicam que muitas mulheres convivem com a violência por longos períodos. Em 20,91% (32.435) das denúncias, os relatos são de violências praticadas por mais de um ano. Outro recorte mostra que em 31,86% (49.424) dos casos, as agressões ocorrem diariamente.
Índice segue em crescimento
Em 2026, os índices seguem crescendo. O estudo mostra que nos três primeiros meses do ano, o Ligue 180 registrou um aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres e 14% nos atendimentos, em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência.
Segundo o Ministério das Mulheres, os dados indicam a ampliação do acesso aos canais de proteção e a qualificação do atendimento prestado às mulheres em situação de violência em todo o Brasil, a partir de ações como o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e do Programa Mulher Viver sem Violência.
Ligue 180 supera 1 milhão de atendimentos à mulheres vítimas de violência em 2025Dados do Ministério das Mulheres apontam crescimento de 45% nos atendimentos e 17% nas denúncias; índice segue crescendo em 2026Brasil2026-04-14T15:47:45.308ZA Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) registrou 1.088.900 atendimentos em 2025, segundo um estudo do Ministério das Mulheres, divulgado nesta terça-feira(14). O número representa um aumento de 45% em comparação com 2024. Foram, em média, 3 mil atendimentos por dia, que incluem desde pedidos de informação sobre a rede de proteção às mulheres até denúncias diretas de violência. Sobre as denúncias, houve um aumento de 17,4% no número de registros pelo canal. Em 2025, foram contabilizadas 155.111, o equivalente a 425 denúncias por dia. Em 2024, a central registrou 132.084 denúncias. Segundo a pasta, das 155.111 denúncias, 66,3% (102.770) foram realizadas pela própria vítima; 16,8% (26.033) por terceiros; 16,9% (26.237) de forma anônima; e em 0,03% (53) dos casos o próprio agressor relatou a violência praticada. O estudo também aponta os tipos mais comuns de violência. São eles: * Violência psicológica, com mais de 339 mil registros (49,9%); * Violência física, com mais de 104 mil ocorrências (15,3%); * Violência patrimonial, com 36.938 casos (5,4%); * Violência sexual, com 20.534 registros (3,0%), sendo 8.172 casos de importunação sexual (1,2%); * Sequestro/cárcere privado, com 2.621 ocorrências (0,4%). De acordo com a metodologia da Central de atendimento, uma única denúncia pode conter mais de um tipo de violação. Ambiente e frequência das agressões O ambiente doméstico foi apontado como cenário predominante dos casos de violência. A “casa da vítima” apareceu em 40,76% denúncias, já em 28,58% dos casos, a violência foi praticada na casa onde residem a vítima e o suspeito. A maioria dos agressores são pessoas com quem a vítima tem ou teve vínculo afetivo, como ex-companheiros (15,15%) e parceiros atuais (12,29%). Os dados indicam que muitas mulheres convivem com a violência por longos períodos. Em 20,91% (32.435) das denúncias, os relatos são de violências praticadas por mais de um ano. Outro recorte mostra que em 31,86% (49.424) dos casos, as agressões ocorrem diariamente. Índice segue em crescimento Em 2026, os índices seguem crescendo. O estudo mostra que nos três primeiros meses do ano, o Ligue 180 registrou um aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres e 14% nos atendimentos, em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias de violência. Segundo o Ministério das Mulheres, os dados indicam a ampliação do acesso aos canais de proteção e a qualificação do atendimento prestado às mulheres em situação de violência em todo o Brasil, a partir de ações como o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e do Programa Mulher Viver sem Violência.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ligue-180-supera-1-milhao-de-atendimentos-a-mulheres-vitimas-de-violencia-em-2025
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