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Venezuela reforça patrulhamento em meio à tensão com Colômbia e EUA

Governo mobilizou mais 15 mil soldados para operação, que contará com auxílio de drones e embarcações de vigilância

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Camila Stucaluc
27/08/2025, 05:08 • Atualizado em 27/08/2025, 05:08
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Divulgação/governo da Venezuela

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Divulgação/governo da Venezuela

A Venezuela anunciou, na terça-feira (27), que irá iniciar uma operação de patrulhamento com navios e drones na costa do país. A medida acontece em meio ao envio de navios militares dos Estados Unidos ao sul do Caribe, em missão contra o narcotráfico, e à escalada de tensões com a vizinha Colômbia.

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Pelas redes sociais, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, informou que 15 mil soldados foram mobilizados para a operação. As tropas seguirão para os estados de Zulia e Táchira, cobrindo cerca de 815 km dos 2.219 km de fronteira com o território colombiano. Além de drones, serão utilizados helicópteros e estruturas de inteligência.

O plano ainda prevê patrulhamento fluvial no Lago de Maracaibo e na região do Catatumbo, onde organizações criminosas disputam o cultivo de coca. Neste caso, a operação será realizada por fuzileiros navais com embarcações de vigilância. Outros navios serão enviados para o norte do país, onde são esperadas as embarcações norte-americanas.

“Teremos um corredor aéreo importante, com helicópteros, sistemas de escuta, vigilância e inteligência. Ao todo, são 15 mil militares sob ordem do nosso comandante em chefe. A ordem de operações será emitida em breve. A preparação é rápida porque conhecemos o território, a geografia e as características dos grupos armados”, disse López.

Entenda

A mobilização militar foi iniciada pela Venezuela na última semana, quando Nicolás Maduro convocou 4,5 milhões de soldados da milícia para conter o que chamou de “ameaça dos Estados Unidos”. O presidente teme que a operação naval norte-americana na costa do país seja uma ofensiva disfarçada, com o objetivo de mudar o regime do país à força.

Isso porque Washington considera Maduro como um dos principais narcotraficantes do mundo, alegando que o venezuelano usa organizações criminosas internacionais para levar drogas aos Estados Unidos, o que representa uma ameaça à segurança do país. No início do mês, o governo norte-americano elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro.

Além da ameaça marítima, a Venezuela teme que a crise com a Colômbia provoque um fluxo de grupos criminosos fugindo pela fronteira. O vizinho enfrenta uma onda de violência desde o início do ano, que já deslocou mais de 56 mil pessoas na região de Catatumbo. Grupos como o Exército da Libertação Nacional (ELN) e dissidências das Forças Armadas disputam rotas do narcotráfico e áreas estratégicas ligadas à mineração ilegal.

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