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Trump diz que atirador em jantar escreveu manifesto anticristão: "Tinha ódio no coração"

Em entrevista à Fox News, republicano elogiou trabalho do Serviço Secreto e afirmou que faria discurso de "amor" caso pudesse voltar à cerimônia ainda no sábado

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Presidente dos EUA, Donald Trump, falou com jornalistas na saída da Casa Branca, neste sábado (11) | Reprodução/Reuters

Um dia depois do tiroteio durante um jantar com jornalistas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista à Fox News que o atirador, identificado como sendo Cole Tomas Allen, de 31 anos, teria escrito um manifesto com conteúdo anticristão.

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Segundo a Casa Branca, o irmão de Allen contatou o Departamento de Polícia de New London, em Connecticut, antes do tiroteio relatando que Allen havia enviado a familiares um suposto manifesto descrevendo sua intenção de atacar funcionários do governo americano. A motivação por trás do ataque ainda não está clara para os investigadores.

“Quando você lê o manifesto dele, percebe que odeia cristãos, isso com certeza. Ele odeia cristãos, um ódio profundo, e acho que a irmã ou o irmão reclamaram disso com a polícia. Ele era um cara muito problemático [...] Guardava muito ódio no coração há bastante tempo”, disse o presidente americano.

O presidente reconheceu a complexidade de garantir a segurança em eventos com alta concentração de autoridades. Mais cedo, em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que o incidente não teria acontecido no salão de eventos que está construindo na Casa Branca, na maior reforma do espaço desde o fim da década de 1940. A obra na Ala Oeste começou em setembro de 2025, mas tem sofrido intervenções judiciais que vem paralisando o ritmo da construção.

"Além de belíssimo, [o novo salão] possui todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis, não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo, a Casa Branca", publicou.

Trump participava pela primeira vez do evento com correspondentes da Casa Branca quando precisou ser retirado às pressas do local. Ele afirmou que queria continuar e realizar o seu discurso, mas que foi prudente seguir o protocolo do Serviço Secreto e adiar o jantar para maio.

Caso pudesse retornar ao espaço, Trump disse que teria feito um discurso completamente diferente do que havia preparado inicialmente. A nova abordagem, segundo ele, teria sido "um discurso de amor" e pacificação no país. “Mas não tive essa oportunidade", lamentou.

O republicano também classificou como “excepcional” o trabalho do Serviço Secreto e das forças policiais por deter “imediatamente” o atirador antes que ele adentrasse o salão do hotel. Allen carregava uma espingarda, uma pistola e diversas facas e atingiu um agente, que não ficou ferido por estar com colete à prova de balas.

O episódio expôs a vulnerabilidade da segurança no hotel, já que centenas de agentes de diversos órgãos, como o Serviço Secreto e o FBI, foram encarregados de proteger a festa.

Conforme a agência Reuters, embora os cerca de 2.600 participantes tivessem que passar por detectores de metal para entrar no salão do baile, que fica no subsolo, bastava apresentar o ingresso para entrar no próprio hotel, que também estava aberto aos hóspedes. Allen estava hospedado no hotel.

Trump destacou ainda que os agentes de segurança não estão sendo pagos por conta de uma paralisação do Departamento de Segurança Interna, que atribuiu ao Partido Democrata.

Irã

Ao falar sobre a guerra no Oriente Médio, o presidente dos EUA também disse que está aberto a receber um contato o Irã para negociar o fim do conflito.

A expectativa era de que enviados dos EUA se encontrassem com representantes iranianos durante o final de semana no Paquistão, mas o governo americano cancelou o envio da comitiva diante da falta de uma sinalização de que os iranianos se sentariam à mesa de negociações.

“Se eles quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Vocês sabem que temos um telefone. Temos linhas telefônicas seguras e confiáveis”, disse o republicano na entrevista.

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