Mundo

Taxação de Trump é desaprovada por 60% dos americanos, diz pesquisa

População defende que governo deveria se concentrar mais em conter a inflação do país

C
Camila Stucaluc
22/07/2025, 09:01 • Atualizado em 22/07/2025, 09:01
compartilhar
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | White House

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | White House

A maioria dos norte-americanos não apoia as tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump a outros países. É o que revela uma pesquisa do instituto YouGov, realizada para a CBS. Segundo os dados, as medidas são desaprovadas por 60% da população, que defende que o governo deveria se concentrar em conter o aumento dos preços no país.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

No geral, dos 2.343 entrevistados, 61% afirmam que o governo Trump está priorizando demais a imposição de tarifas, 33% que está focando “na medida certa” e 5%, que deveria focar mais ainda. Ao mesmo tempo, 70% acham que o governo Trump não está se concentrando o suficiente para baixar os preços, enquanto 24% dizem que o foco está “na medida certa” e 6%, que está focando demais no tema.

Com isso, quase dois terços dos entrevistados (64%) disse desaprovar a forma como Trump está lidando com a inflação — maior percentual desde janeiro, quando o republicano assumiu a Casa Branca. Em março, esse número estava em 54%, passando para 61% em junho. Atualmente, apenas 36% aprovam o trabalho do governo em relação à inflação.

O descontentamento da população com a economia fez a aprovação geral de Trump cair mais uma vez, chegando a 42% – similar ao primeiro mandato do republicano, em 2017. No início do ano, o percentual estava acima de 50%.

Entenda

Em abril, Trump anunciou novas tarifas comerciais para 185 territórios, justificando a medida como forma de “reduzir a dívida nacional e reequilibrar o comércio global”. Dias depois, o republicano recuou e pausou por 90 dias a implementação das taxas, mantendo um imposto universal de 10% aos países.

O objetivo da prorrogação era negociar com as nações para chegar a novos acordos comerciais. Foi o caso da China, com quem Trump havia iniciado uma guerra comercial devido à elevação das tarifas de importação. As duas maiores economias do mundo chegaram a anunciar alíquotas aplicadas sobre os produtos uma da outra para mais de 200%.

A previsão é que as tarifas entrem em vigor no dia 1º de agosto. Enquanto isso, Trump vem divulgando cartas endereçadas aos países com as novas tarifas e com as possíveis consequências em caso de retaliação. Um dos últimos alvos do presidente foi o Brasil, taxado em 50%.

No documento enviado à Brasília, Trump disse que a decisão buscava “corrigir as graves injustiças do sistema” comercial atual. Ele também associou a medida ao que considera “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – réu no inquérito sobre tentativa de golpe de Estado em 2022.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já rebateu a medida, dizendo ser falsa a informação de que a economia norte-americana está em desvantagem no comércio entre os países e que as decisões judiciárias brasileiras cabem somente ao Brasil. O líder chegou a defender novas negociações, mas garantiu uma resposta baseada na Lei da Reciprocidade — que permite que o país adote medidas comerciais contra países que impuserem barreiras ou tarifas que afetem produtos nacionais.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Eleitor não polarizado vai decidir eleição, diz CEO da Nexus

Eleitor não polarizado vai decidir eleição, diz CEO da Nexus

Imagem da notícia: Acordo EUA-Irã derruba petróleo, mas preço deve seguir alto

Acordo EUA-Irã derruba petróleo, mas preço deve seguir alto

Imagem da notícia: Senua será o maior jogo da saga Hellblade

Senua será o maior jogo da saga Hellblade

Imagem da notícia: Trabalhador morre na UFRJ durante gravações de série

Trabalhador morre na UFRJ durante gravações de série

Imagem da notícia: Eleitor não polarizado vai decidir eleição, diz CEO da Nexus

Eleitor não polarizado vai decidir eleição, diz CEO da Nexus

Imagem da notícia: Acordo EUA-Irã derruba petróleo, mas preço deve seguir alto

Acordo EUA-Irã derruba petróleo, mas preço deve seguir alto

Imagem da notícia: Senua será o maior jogo da saga Hellblade

Senua será o maior jogo da saga Hellblade

Imagem da notícia: Trabalhador morre na UFRJ durante gravações de série

Trabalhador morre na UFRJ durante gravações de série

Últimas notícias

Acordo EUA-Irã era necessidade estratégica, diz especialista

Pesquisador de Harvard afirma que entendimento entre Washington e Teerã reduz riscos no Oriente Médio e avalia que principal ameaça a Israel hoje é interna

Final Fantasy 7 Revelation terá endgame inédito

Diretor do RPG afirma que novo jogo terá conteúdos finais diferentes de Remake e Rebirth

Israel ataca Líbano após anúncio de acordo entre EUA e Irã

Ação com drone no sul do Líbano mata motorista e aumenta a tensão regional

MPF denuncia influenciador Buzeira por organização criminosa

Criador de rifas e sorteios online é acusado de integrar esquema investigado na Operação Narco Bet, que apura lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Líder do PCdoB defende discurso de soberania para Lula

Deputada diz que segue enviando informações sobre caso Master para congressistas americanos.

Shrek chega a Brawlhalla em novo crossover

Parceria entre Ubisoft e Universal leva personagens da DreamWorks ao jogo em julho; franquia celebra 25 anos e terá novo filme em 2027