Suprema Corte vai decidir se ordem de Trump que restringe cidadania por nascimento é legal
Diretiva impede reconhecimento automático da cidadania a crianças nascidas nos EUA se os pais não forem americanos ou residentes permanentes
Reuters
Medida de Trump, altamente controversa, pode alterar a forma como a 14ª Emenda | Reprodução
A Suprema Corte dos Estados Unidos concordou em decidir, nesta sexta-feira (5), analisar a legalidade da ordem do presidente Donald Trump que restringe a cidadania por nascimento no país.
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A diretiva orienta que agências americanas não reconheçam a cidadania de crianças nascidas nos EUA quando nenhum dos pais é cidadão americano ou residente permanente legal (portador de green card).
A medida foi assinada por Trump em seu primeiro dia do segundo mandato, como parte de uma política mais ampla para endurecer regras de imigração legal e ilegal.
Medida pode violar 14ª emenda
O tribunal federal suspendeu a diretiva ao decidir que ela viola a 14ª Emenda, que garante cidadania a qualquer pessoa nascida em território americano e também uma lei federal que reafirma esse direito.
A decisão foi tomada após uma ação movida por famílias que corriam o risco de ter a cidadania dos filhos anulada.
Os juízes aceitaram analisar um recurso do Departamento de Justiça contra a decisão do tribunal inferior.
A Suprema Corte deve ouvir os argumentos ainda neste mandato e publicar uma decisão até o fim de junho, embora nenhuma data tenha sido definida.
As políticas migratórias de Trump são alguns dos pontos mais polarizadores de seus dois mandatos.
Críticos o acusam de discriminação racial e religiosa, enquanto aliados defendem que a medida reforça a segurança nacional e evita abusos no sistema.
O governo argumenta que a 14ª Emenda não deveria garantir cidadania automática para filhos de imigrantes que estão no país ilegalmente ou que têm permanência legal, porém temporária, como estudantes e trabalhadores estrangeiros.
Cecillia Wang, diretora jurídica da União Americana pelas Liberdades Civis (sigla em inglês - ACLU), que representa os demandantes, afirmou:
“Nenhum presidente pode mudar a promessa fundamental de cidadania da 14ª Emenda. Esperamos resolver essa questão de uma vez por todas na Suprema Corte neste mandato, destacou”
Suprema Corte vai decidir se ordem de Trump que restringe cidadania por nascimento é legalDiretiva impede reconhecimento automático da cidadania a crianças nascidas nos EUA se os pais não forem americanos ou residentes permanentesMundo2025-12-06T00:25:46.150ZA Suprema Corte dos Estados Unidos concordou em decidir, nesta sexta-feira (5), analisar a legalidade da ordem do presidente Donald Trump que restringe a cidadania por nascimento no país. A medida, altamente controversa, pode alterar a forma como a 14ª Emenda é interpretada há mais de um século. + A diretiva orienta que agências americanas não reconheçam a cidadania de crianças nascidas nos EUA quando nenhum dos pais é cidadão americano ou residente permanente legal (portador de green card). A medida foi assinada por Trump em seu primeiro dia do segundo mandato, como parte de uma política mais ampla para endurecer regras de imigração legal e ilegal. Medida pode violar 14ª emenda O tribunal federal suspendeu a diretiva ao decidir que ela viola a 14ª Emenda, que garante cidadania a qualquer pessoa nascida em território americano e também uma lei federal que reafirma esse direito. A decisão foi tomada após uma ação movida por famílias que corriam o risco de ter a cidadania dos filhos anulada. + Os juízes aceitaram analisar um recurso do Departamento de Justiça contra a decisão do tribunal inferior. A Suprema Corte deve ouvir os argumentos ainda neste mandato e publicar uma decisão até o fim de junho, embora nenhuma data tenha sido definida. As políticas migratórias de Trump são alguns dos pontos mais polarizadores de seus dois mandatos. Críticos o acusam de discriminação racial e religiosa, enquanto aliados defendem que a medida reforça a segurança nacional e evita abusos no sistema. O governo argumenta que a 14ª Emenda não deveria garantir cidadania automática para filhos de imigrantes que estão no país ilegalmente ou que têm permanência legal, porém temporária, como estudantes e trabalhadores estrangeiros. Cecillia Wang, diretora jurídica da União Americana pelas Liberdades Civis (sigla em inglês - ACLU), que representa os demandantes, afirmou: “Nenhum presidente pode mudar a promessa fundamental de cidadania da 14ª Emenda. Esperamos resolver essa questão de uma vez por todas na Suprema Corte neste mandato, destacou”São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/suprema-corte-vai-decidir-se-ordem-de-trump-que-restringe-cidadania-por-nascimento-e-legal