EUA divulgam nova Estratégia de Segurança Nacional com foco militar na América Latina
Documento de 33 páginas amplia ação militar no Hemisfério Ocidental, endurece fronteiras e reforça presença naval no Caribe
Vicklin Moraes
05/12/2025, 21:56 • Atualizado em 06/12/2025, 00:05
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A Casa Branca divulgou nesta sexta-feira (5) a nova Estratégia de Segurança Nacional do presidente Donald Trump. O documento de 33 páginas reforça a doutrina “America First” e apresenta um realinhamento profundo da política externa dos Estados Unidos.
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A estratégia estabelece três prioridades: proteger o povo, o território e a soberania dos EUA; ampliar a prosperidade da classe média; e defender a liberdade dos americanos. O texto também indica um redirecionamento militar para a América Latina e alerta para um possível “apagamento civilizatório” na Europa, expressão usada para descrever impactos da imigração muçulmana no continente.
No Hemisfério Ocidental, o plano prevê um “reajuste da presença militar global” com expansão das operações da Guarda Costeira e da Marinha, além do eventual envio de tropas para garantir a segurança da fronteira e derrotar cartéis, incluindo o uso de força letal.
A Casa Branca relaciona a estratégia ao chamado “Efeito Trump” da Doutrina Monroe, de 1823, que buscava limitar a influência europeia nas Américas. A diretriz chega em meio à campanha letal contra embarcações suspeitas de narcotráfico no Caribe.
A estratégia promete ainda "acabar com a era da migração em massa", defendendo fronteiras mais rígidas para conter imigração irregular, terrorismo, drogas, espionagem e tráfico humano. Trump reafirma a doutrina da “paz através da força”, segundo a qual a demonstração de poder militar aumentaria a capacidade dos EUA de negociar e manter estabilidade global.
Na Ásia, o foco é dissuadir confrontos militares, especialmente em Taiwan e ampliar benefícios econômicos por meio de parcerias regionais. Para a Europa, o plano defende “maior autossuficiência em defesa” e políticas que evitem o que qualifica como erosão cultural.
No Oriente Médio, Washington afirma buscar estabilidade, impedir que “inimigos” avancem na região e fortalecer parcerias energéticas, incluindo projetos ligados ao petróleo. Na África, a orientação é substituir ajuda externa por comércio e investimento, atualmente dominados pela China.
O documento dedica espaço à competição tecnológica, defendendo que padrões americanos de inteligência artificial, biotecnologia e computação quântica prevaleçam em escala global.
EUA divulgam nova Estratégia de Segurança Nacional com foco militar na América Latina Documento de 33 páginas amplia ação militar no Hemisfério Ocidental, endurece fronteiras e reforça presença naval no Caribe Mundo2025-12-05T21:56:34.003ZA Casa Branca divulgou nesta sexta-feira (5) a nova Estratégia de Segurança Nacional do presidente Donald Trump. O documento de 33 páginas reforça a doutrina “America First” e apresenta um realinhamento profundo da política externa dos Estados Unidos. A estratégia estabelece três prioridades: proteger o povo, o território e a soberania dos EUA; ampliar a prosperidade da classe média; e defender a liberdade dos americanos. O texto também indica um redirecionamento militar para a América Latina e alerta para um possível “apagamento civilizatório” na Europa, expressão usada para descrever impactos da imigração muçulmana no continente. No Hemisfério Ocidental, o plano prevê um “reajuste da presença militar global” com expansão das operações da Guarda Costeira e da Marinha, além do eventual envio de tropas para garantir a segurança da fronteira e derrotar cartéis, incluindo o uso de força letal. A Casa Branca relaciona a estratégia ao chamado “Efeito Trump” da Doutrina Monroe, de 1823, que buscava limitar a influência europeia nas Américas. A diretriz chega em meio à campanha letal contra embarcações suspeitas de narcotráfico no Caribe. A estratégia promete ainda "acabar com a era da migração em massa", defendendo fronteiras mais rígidas para conter imigração irregular, terrorismo, drogas, espionagem e tráfico humano. Trump reafirma a doutrina da “paz através da força”, segundo a qual a demonstração de poder militar aumentaria a capacidade dos EUA de negociar e manter estabilidade global. Na Ásia, o foco é dissuadir confrontos militares, especialmente em Taiwan e ampliar benefícios econômicos por meio de parcerias regionais. Para a Europa, o plano defende “maior autossuficiência em defesa” e políticas que evitem o que qualifica como erosão cultural. No Oriente Médio, Washington afirma buscar estabilidade, impedir que “inimigos” avancem na região e fortalecer parcerias energéticas, incluindo projetos ligados ao petróleo. Na África, a orientação é substituir ajuda externa por comércio e investimento, atualmente dominados pela China. O documento dedica espaço à competição tecnológica, defendendo que padrões americanos de inteligência artificial, biotecnologia e computação quântica prevaleçam em escala global.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-divulgam-nova-estrategia-de-seguranca-nacional-com-foco-militar-na-america-latina