Eleições

Janela partidária abre período de reorganização política no Brasil; entenda

Mecanismo que permite mudança de partido sem perda de mandato deve mobilizar políticos que pretendem disputar novos cargos nas eleições 2026

Avatar de Camila Stucaluc
Camila Stucaluc
Mulher pressiona tecla Confirma em urna eletrônica (Roberto Jayme/TSE)

Mulher pressiona tecla Confirma em urna eletrônica (Roberto Jayme/TSE)

Começou na quinta-feira (5) o período de janela partidária, fase prevista na legislação eleitoral brasileira que permite a parlamentares eleitos pelo sistema proporcional trocarem de partido sem risco de perda do mandato. O período representa um momento importante de reorganização do sistema político antes das eleições de 2026.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

No Brasil, vigora o princípio da fidelidade partidária. Isso significa que, em regra, o mandato conquistado em eleições proporcionais como o de deputados estaduais e deputados federais pertence ao partido, e não ao parlamentar. Assim, quando um político decide deixar a legenda pela qual foi eleito durante o mandato, ele pode perder a cadeira.

É justamente para equilibrar esse sistema que existe a chamada janela partidária. Durante aproximadamente 30 dias, a legislação autoriza que esses parlamentares mudem de partido sem que isso configure infidelidade partidária.

Para o cientista político Elias Tavares, o mecanismo funciona como uma espécie de “janela de transferências” da política, semelhante ao período em que clubes de futebol negociam a troca de jogadores entre equipes.

“Assim como no futebol existe um momento específico para a transferência de atletas entre clubes, na política também há um período em que parlamentares podem mudar de partido sem sofrer punição. É uma forma de organizar o sistema e dar previsibilidade às disputas eleitorais”, explica.

Ele acrescenta que o período provoca intensas movimentações nos bastidores da política, já que partidos buscam reforçar suas bancadas e atrair nomes competitivos, enquanto parlamentares analisam com cuidado qual legenda oferece melhores condições eleitorais. “Muitos fatores entram nessa conta: o tamanho do partido, a formação de chapas, a força regional da legenda e até a possibilidade real de reeleição. Quem percebe que terá dificuldades onde está tende a procurar um partido com mais viabilidade eleitoral”, afirma.

Com o prazo encerrando em 3 de abril, a expectativa é de que as próximas semanas sejam marcadas por negociações intensas e movimentações partidárias em todo o país, especialmente entre deputados federais que disputarão a reeleição este ano. Em 2022, por exemplo, 120 dos 513 deputados mudaram de partido, sendo a maioria para o PL.

Executivo

A chamada ‘dança das cadeiras’ não acontece apenas no Legislativo. Os últimos meses também têm sido de mudança no governo Lula, devido ao prazo de desincompatibilização — que obriga autoridades que pretendem concorrer nas eleições a se afastarem, de forma temporária ou definitiva, do cargo ou função que ocupam seis meses antes do pleito.

Na quinta-feira (5), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que deixará o comando da pasta em 4 de abril. Apesar do anúncio, ainda não está definido se Alckmin integrará a chapa à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.

Outro que anunciou a saída do governo federal foi o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Como mostrou o SBT News, a expectativa é que Haddad seja candidato ao governo de São Paulo, em chapa contra Tarcísio de Freitas (Republicanos). A região é considerada fundamental na disputa presidencial, por ser o maior estado da federação, com 34,4 milhões de eleitores.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também deixará a pasta, para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. O mesmo será feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que, além de tentar retornar ao Senado, irá reforçar as campanhas de Lula e do atual governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).

Outra pasta que terá mudanças é a Casa Civil, chefiada por Rui Costa. O ministro confirmou que passará o bastão para a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, cuja trajetória é consolidada na administração pública federal. A mudança ocorrerá no fim de março, quando Costa deixará o governo para disputar uma vaga no Senado pela Bahia.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Quaest mostra Lula e Flávio empatados com 30% em SP

Quaest mostra Lula e Flávio empatados com 30% em SP

Imagem da notícia: Mendonça propõe tratar vídeos realistas de IA como deepfakes

Mendonça propõe tratar vídeos realistas de IA como deepfakes

Imagem da notícia: Documentos revelam racha por contrato de iluminação em SP

Documentos revelam racha por contrato de iluminação em SP

Imagem da notícia: Quaest MS: Riedel tem 40%; Trad 13%; Amaral 8%

Quaest MS: Riedel tem 40%; Trad 13%; Amaral 8%

Imagem da notícia: Quaest mostra Lula e Flávio empatados com 30% em SP

Quaest mostra Lula e Flávio empatados com 30% em SP

Imagem da notícia: Mendonça propõe tratar vídeos realistas de IA como deepfakes

Mendonça propõe tratar vídeos realistas de IA como deepfakes

Imagem da notícia: Documentos revelam racha por contrato de iluminação em SP

Documentos revelam racha por contrato de iluminação em SP

Imagem da notícia: Quaest MS: Riedel tem 40%; Trad 13%; Amaral 8%

Quaest MS: Riedel tem 40%; Trad 13%; Amaral 8%

Últimas notícias

Bolsonaro pede 90 dias para transferir titularidade de armas

Advogados do ex-presidente, no entanto, não se opõem ao envio dos armamentos ao Exército, como sugerido pela PGR

Quaest MT: Fagundes tem 27% e Pivetta, 23% no 1º turno

No segundo turno, senador venceria o atual governador por 38% a 29%; para o Senado, Mauro Mendes (União) tem 24% e Janaína Riva (MDB), 18%

Quaest RO: Marcos tem 24%; Fúria 21%; Chaves e Netto 10%

No segundo turno, Marcos Rogério (PL) aparece 11 pontos percentuais à frente e Adaílton Fúria (PSD)

Cruzeiro x Atlético-MG: onde assistir ao vivo e horário

Cruzeiro e Atlético-MG fazem clássico mineiro no Mineirão pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil

Quaest TO: no 1º turno, Dorinha tem 37% e Vicentinho, 28%

No segundo turno, senadora venceria deputado federal por 46% a 38%; para o Senado, Eduardo Gomes (PL) tem 14% e Gaguim (União), 13%

Quaest AM: Aziz tem 26%; Cidade 18%; Maria 16%; David 15%;

Levantamento mostra quatro candidatos competitivos para o governo do Amazonas no primeiro turno, com vantagem de Omar Aziz (PSB) de 8 pontos percentuais