Política

Lula leva a SP Haddad, Tebet e Alckmin em meio às conversas para montar a chapa da esquerda no estado

Esquerda ainda não oficializou chapa em SP, mas presidente quer ministro da Fazenda disputando contra Tarcísio de Freitas

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Presidente Lula (PT) e ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em foto de dezembro de 2025 | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) embarca nesta terça-feira (3) para São Paulo, em um bate-volta que tem como pano de fundo a montagem do palanque eleitoral da esquerda para as eleições no estado.

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A expectativa é a de que o presidente conclua o acerto para que Fernando Haddad (PT), seu ministro da Fazenda, seja o candidato ao governo do estado contra a chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição.

Maior estado da federação, com 34,4 milhões de eleitores, São Paulo é fundamental na disputa presidencial de outubro.

A saída de Brasília será para cumprir duas agendas oficiais: uma em Valinhos, no interior, e outra na capital paulista.

O petista estará acompanhado de Haddad e, também, de Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), cotada para o Senado, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador do estado e apontado como provável articulador para a eleição estadual.

Também farão parte da viagem os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego).

A ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), também citada como possível nome apoiado pelo PT ao Senado, não estará na viagem e cumpre agendas na capital federal.

Na última semana, após um jantar no Palácio da Alvorada com Haddad, ocasião em que mais uma vez o convidou para ser candidato ao governo em São Paulo, Lula sinalizou a intenção de reunir-se com o ministro e com Alckmin antes de um anúncio oficial. O encontro, como adiantou o SBT News, era previsto para esta semana e pode acontecer nesta terça.

Também interessa ao petista mostrar articulação e força no estado, com um grupo de ministros reunidos, em especial após os atos organizados pela direita no último domingo (1º), com destaque para o que aconteceu na Avenida Paulista.

Apesar da ausência de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a manifestação teve a presença de nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que na última semana recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.

O adiamento da definição do palanque no estado incomoda integrantes do Partido dos Trabalhadores, sobretudo diante das últimas pesquisas sobre as eleições de outubro. Uma nova pesquisa do Real Time Big Data, divulgada nesta terça, mostra empate técnico entre Lula, Flávio Bolsonaro e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), em cenários de segundo turno das eleições de 2026.

Agendas previstas pelo Planalto

O primeiro compromisso de Lula em São Paulo é a visita, às 16h, à Bionovis, indústria brasileira de biotecnologia, dedicada ao desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.

Durante a agenda, segundo o Palácio do Planalto, o presidente "será apresentado às instalações da empresa, suas áreas de pesquisa e desenvolvimento, e conhecerá os avanços tecnológicos aplicados à produção de biofármacos no Brasil".

Depois, às 19h, o petista participa da sessão de abertura da II Conferência Nacional do Trabalho. De acordo com o governo, o encontro tem o objetivo de "estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil, fortalecendo o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas".

A expectativa é que Lula e os ministros retornem a Brasília pouco depois das 21h para cumprir agendas na capital federal na quarta-feira (4).

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