Surto registrado no país é o segundo maior da história; quantidade de mortes chega a 1.850
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André de Sena, com informações da Reuters
Profissional de saúde e pessoas deslocadas aguardam enterro de vítimas com suspeita de Ebola em Bunia, na República Democrática do Congo | REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
A República Democrática do Congo já tem 4.053 casos confirmados de Ebola, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (7). A quantidade de mortes chegou a 1.850. Essa é a segunda maior epidemia da doença já registrada no mundo. De acordo com especialistas, ela também teve a propagação mais rápida da história.
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🔎 O ebola é uma doença infecciosa aguda e grave, causada pelo vírus de mesmo nome. Entre os sintomas estão febre alta, dores de cabeça, musculares, de garganta, vômitos e diarreia. Ele é transmitido através do contato direto com sangue, secreções, órgãos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.
Foram detectados pacientes infectados em cinco províncias do país: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uele e Tshopo. Especialistas desconfiam que o número real de casos possa ser muito maior do que os dados oficiais indicam. Eles também acreditam que o quadro de infecções já vinha se agravando meses antes do surto ser declarado pelo governo, em 15 de maio. Segundo uma reportagem da revista Science, pesquisadores identificaram mais de 500 casos suspeitos que ocorreram antes dessa data. O surto pode ter se iniciado, portanto, em meados de janeiro.
A atual epidemia é causada pelo ebolavirus do tipo Bundibugyo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), ainda não existem tratamentos e vacinas específicas aprovados para essa variante. Todos os surtos anteriores da doença, com exceção de um, foram causados pela variante Zaire. Esse cenário é um empecilho à assistência às pessoas infectadas.
Conflito armado dificulta ajuda humanitária
Na tentativa de frear o avanço da doença, a OMS enviou equipes de saúde e suprimentos. Porém esse trabalho é dificultado pelo conflito armado que assola a região leste do país. Os combates entre o grupo rebelde M23 e as Forças Armadas do Congo afetam, inclusive, três províncias atingidas pelo surto: Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri, que é o epicentro da epidemia.
O surto de ebola no Congo é o segundo maior já registrado desde que o vírus foi descoberto, em 1976. Ele fica atrás somente da epidemia que atingiu a África Ocidental de 2014 a 2016. Na ocasião, os casos começaram na Guiné e se espalharam rapidamente para Libéria e Serra Leoa, com mais de 28.600 pessoas infectadas e 11.325 mortes.
Ebola: número de casos no Congo já passa de 4 milSurto registrado no país é o segundo maior da história; quantidade de mortes chega a 1.850Mundo2026-08-07T15:29:37.110ZA República Democrática do Congo já tem 4.053 casos confirmados de Ebola, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (7). A quantidade de mortes chegou a 1.850. Essa é a segunda maior epidemia da doença já registrada no mundo. De acordo com especialistas, ela também teve a 🔎 O ebola é uma doença infecciosa aguda e grave, causada pelo vírus de mesmo nome. Entre os sintomas estão febre alta, dores de cabeça, musculares, de garganta, vômitos e diarreia. Ele é transmitido através do contato direto com sangue, secreções, órgãos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Foram detectados pacientes infectados em cinco províncias do país: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uele e Tshopo. Especialistas desconfiam que o número real de casos possa ser muito maior do que os dados oficiais indicam. Eles também acreditam que o quadro de infecções já vinha se agravando meses antes do surto ser declarado pelo governo, em 15 de maio. Segundo uma reportagem da revista Science, pesquisadores identificaram mais de 500 casos suspeitos que ocorreram antes dessa data. O surto pode ter se iniciado, portanto, em meados de janeiro. A atual epidemia é causada pelo ebolavirus do tipo Bundibugyo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), ainda não existem tratamentos e vacinas específicas aprovados para essa variante. Todos os surtos anteriores da doença, com exceção de um, foram causados pela variante Zaire. Esse cenário é um empecilho à assistência às pessoas infectadas. Conflito armado dificulta ajuda humanitária Na tentativa de frear o avanço da doença, a OMS enviou equipes de saúde e suprimentos. Porém esse trabalho é dificultado pelo conflito armado que assola a região leste do país. Os combates entre o grupo rebelde M23 e as Forças Armadas do Congo afetam, inclusive, três províncias atingidas pelo surto: Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri, que é o epicentro da epidemia. O surto de ebola no Congo é o segundo maior já registrado desde que o vírus foi descoberto, em 1976. Ele fica atrás somente da epidemia que atingiu a África Ocidental de 2014 a 2016. Na ocasião, os casos começaram na Guiné e se espalharam rapidamente para Libéria e Serra Leoa, com mais de 28.600 pessoas infectadas e 11.325 mortes. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ebola-numero-de-casos-no-congo-ja-passa-de-4-mil