Política

Zema diz que STF é "incendiário" e atua "criando crises"

Candidato do Novo renovou críticas ao Supremo ao sugerir que não há nada "mais intocável no Brasil" do que uma carreira no Judiciário

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Felipe Moraes
Romeu Zema, candidato do partido Novo à Presidência | Reprodução/Instagram

Romeu Zema, candidato do partido Novo à Presidência | Reprodução/Instagram

O candidato do partido Novo à Presidência nas eleições, Romeu Zema, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (7), opinando que a Corte atua como um poder "incendiário" e interfere no meio político "criando crises".

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"Existe alguma coisa mais intocável no Brasil do que carreira no Judiciário? Me parece que se um juiz for um serial killer, sair dando tiro e matar 50 pessoas, não vai acontecer nada com ele com essas leis que temos no Brasil hoje", comentou o ex-governador de Minas Gerais em entrevista à rádio CBN Curitiba.

Zema lembrou do processo em que é acusado de calúnia pelo ministro Gilmar Mendes, por vídeos em que liga o magistrado ao Banco Master, e disse que seguirá fazendo críticas a ministros do Supremo.

"Por que temos de ser submetidos às leis e os intocáveis não? Em qualquer país sério, esses ministros já teriam sido expulsos ou até ido pra cadeia. Aqui, o que aconteceu? Nada", continuou, citando supostos elos de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o caso das fraudes bilionárias do banqueiro Daniel Vorcaro.

Como tem feito em declarações à imprensa, Zema repetiu algumas de suas ideias para uma reforma do Judiciário, com foco no STF: indicação presidencial de ministros a partir de lista tríplice e idade mínima de 60 anos para entrada na Corte.

"Quero fazer alterações profundas na forma de nomear ministros", declarou. O ex-mandatário mineiro mencionou condenações pelos atos golpistas do 8 de janeiro e sugeriu que membros do Supremo "estão acrescentando, estimulando novas crises" com julgamentos de caráter político para "perseguir adversários".

"Judiciário, no passado, era um poder moderador. Hoje, é um poder incendiário, criando crises. Juiz tem de ficar é na retaguarda, tomando decisões. Quer ser estrela? Vai cantar no palco. Ministro sempre teve posição recatada. Ultimamente, eles querem holofote", completou.

Passando por outros temas, Zema afirmou que sua "grande preocupação" é a segurança pública e disse que planeja aplicar no país o que fez em Minas Gerais durante dois mandatos. "Na hora que o Estado fica mais magro, a economia cresce", apontou.

"Chega de ajuste pelo lado de aumentar impostos. Precisamos reduzir despesa do setor público para diminuir impostos", defendeu. "A economia de Minas está ganhando participação no PIB todos os anos com uma economia mais dinâmica. Levei [ao estado] R$ 530 bilhões de investimentos privados. Antes, ninguém queria investir no meu estado. Hoje, toda empresa quer ter filial, estabelecimento em Minas."

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