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Suíça congela bens ligados ao líder venezuelano Nicolás Maduro após prisão nos EUA

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores suíço disse que a ordem afeta 37 pessoas; valores não foram divulgados

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Venezuelano Nicolás Maduro chega ao heliporto de Downtown Manhattan, enquanto se dirige a um tribunal federal para responder a acusações federais em Nova York, nos EUA | 05/01/2026/Reuters/Eduardo Munoz

A Suíça congelou os bens detidos no país pelo líder da Venezuela, Nicolás Maduro, e por seus associados, informou o governo suíço nesta segunda-feira (5), após a prisão do venezuelano por forças norte-americanas em Caracas e posterior transferência para os Estados Unidos.

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Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Suíça disse que a ordem afeta 37 pessoas. Ele afirmou ainda que o ministério não poderia fornecer detalhes sobre o valor dos bens em questão.

A medida, com efeito imediato e validade de quatro anos, visa impedir a saída de ativos potencialmente ilícitos e complementa as sanções já impostas à Venezuela desde 2018, afirmou o governo em comunicado.

O congelamento de bens não afeta os membros do atual governo venezuelano, e a Suíça afirmou que buscará restituir ao povo venezuelano quaisquer fundos que se comprovem ter sido adquiridos ilicitamente.

O governo afirmou que a situação na Venezuela é instável, com vários desfechos possíveis nos próximos dias e semanas. Ao mesmo tempo, disse estar acompanhando a situação de perto e pediu a desescalada e a moderação, oferecendo também seus bons ofícios para encontrar uma solução pacífica.

"O Conselho Federal quer garantir que quaisquer ativos adquiridos ilicitamente não possam ser transferidos para fora da Suíça na situação atual", afirmou.

O congelamento de bens foi uma medida de precaução e aplicou-se a Maduro e seus associados por serem estrangeiros politicamente expostos, afirmou o governo.

(Reportagem de Kirsti Knolle, John Revill e Oliver Hirt)

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