Sobe para 69 número de mortos em acidente de trem na Espanha
Colisão entre dois trens de alta velocidade ocorreu na província de Toledo; autoridades investigam falha no sistema de controle
Caroline Vale
Este é o segundo grande acidente ferroviário na Espanha em 2026. | Reprodução/Reuters
Com a morte de uma pessoa no hospital, o número de mortos no acidente entre dois trens na Espanha subiu para 69 nesta quinta-feira (29). A informação foi confirmada pelo presidente regional de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page. Mais de 100 pessoas ficaram feridas, e 57 continuavam hospitalizadas, segundo as autoridades.
A colisão aconteceu na quarta-feira (28), perto da cidade de Urda, na província de Toledo. Um trem da operadora estatal Renfe atingiu a traseira de uma composição da empresa privada Iryo, que estava parada nos trilhos. A batida causou o descarrilamento de vários vagões de ambos os trens.
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O trem da Renfe tinha 397 pessoas a bordo, enquanto o trem da Iryo estava com 147 passageiros.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez, que viajou a Toledo para coordenar a resposta de emergência, afirmou que o governo trabalha para esclarecer todos os detalhes da tragédia, prestar apoio às famílias e reforçar a segurança ferroviária. A Espanha decretou três dias de luto oficial, de hoje a sábado (31).
Resgate vasculham trens na esperança de achar sobreviventes
As equipes de resgate seguem trabalhando entre os vagões destruídos, com o auxílio de guindastes, cães farejadores e drones. Mais de 800 militares e policiais foram mobilizados para a operação.
As autoridades ainda não descartam a possibilidade de encontrar outras vítimas nos destroços. “As equipes de resgate ainda estão trabalhando com muito cuidado, pois ainda não podemos afirmar com certeza que não há mais vítimas presas nos destroços retorcidos”, disse Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha.
Emiliano García-Page afirmou que o governo atuará no resgate das vítimas, na investigação das causas do acidente e na indenização às famílias.
"Será abordado em um momento posterior: a questão da indenização – pelo menos em termos materiais – que o governo central fornecerá às famílias das vítimas desta terrível tragédia", disse.
Imagens mostram trens após colisão fatal na Espanha • Via REUTERS
O que causou o acidente?
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que uma falha de comunicação entre computadores interrompeu o funcionamento do sistema de segurança ferroviária em um trecho de 63 quilômetros. Com isso, seis trens pararam automaticamente, incluindo as duas composições envolvidas no acidente.
Segundo a versão apresentada pelo ministro, a central de controle da empresa pública Adif autorizou o trem da Renfe a retomar a viagem em velocidade normal, apesar de um sinal vermelho que impedia a circulação. A composição percorreu cerca de 25 quilômetros antes de atingir o trem da Iryo, que seguia parado.
“Retomar o serviço sem resolver o problema é responsabilidade da central de controle. É uma decisão tomada em circunstâncias inexplicáveis”, disse Puente.
As circunstâncias da autorização e a sequência de decisões que antecederam a colisão são investigadas. A causa definitiva do acidente ainda não foi estabelecida.
Foto mostra trens descarrilados na Espanha. | Reprodução/Reuters
Este é o segundo acidente ferroviário fatal envolvendo trens de alta velocidade no país em 2026. Em janeiro, uma colisão na região de Adamuz, na província de Córdoba, deixou 46 mortos. “É inaceitável que um país como a Espanha sofra dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano”, disse Sánchez.
Em meio à tragédia, maquinistas na Espanha seguem adiante com uma greve previamente planejada para pressionar por mais investimentos na segurança ferroviária.
Sobe para 69 número de mortos em acidente de trem na EspanhaColisão entre dois trens de alta velocidade ocorreu na província de Toledo; autoridades investigam falha no sistema de controleMundo2026-10-29T12:09:45.202ZCom a morte de uma pessoa no hospital, o número de mortos no subiu para 69 nesta quinta-feira (29). A informação foi confirmada pelo presidente regional de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page. Mais de 100 pessoas ficaram feridas, e 57 continuavam hospitalizadas, segundo as autoridades. A colisão aconteceu na quarta-feira (28), perto da cidade de Urda, na província de Toledo. Um trem da operadora estatal Renfe atingiu a traseira de uma composição da empresa privada Iryo, que estava parada nos trilhos. A batida causou o descarrilamento de vários vagões de ambos os trens. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! O trem da Renfe tinha 397 pessoas a bordo, enquanto o trem da Iryo estava com 147 passageiros. O primeiro-ministro Pedro Sánchez, que viajou a Toledo para coordenar a resposta de emergência, afirmou que o governo trabalha para esclarecer todos os detalhes da tragédia, prestar apoio às famílias e reforçar a segurança ferroviária. A Espanha decretou três dias de luto oficial, de hoje a sábado (31). Resgate vasculham trens na esperança de achar sobreviventes As equipes de resgate seguem trabalhando entre os vagões destruídos, com o auxílio de guindastes, cães farejadores e drones. Mais de 800 militares e policiais foram mobilizados para a operação. As autoridades ainda não descartam a possibilidade de encontrar outras vítimas nos destroços. “As equipes de resgate ainda estão trabalhando com muito cuidado, pois ainda não podemos afirmar com certeza que não há mais vítimas presas nos destroços retorcidos”, disse Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha. Emiliano García-Page afirmou que o governo atuará no resgate das vítimas, na investigação das causas do acidente e na indenização às famílias. "Será abordado em um momento posterior: a questão da indenização – pelo menos em termos materiais – que o governo central fornecerá às famílias das vítimas desta terrível tragédia", disse. O que causou o acidente? O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que uma falha de comunicação entre computadores interrompeu o funcionamento do sistema de segurança ferroviária em um trecho de 63 quilômetros. Com isso, seis trens pararam automaticamente, incluindo as duas composições envolvidas no acidente. Segundo a versão apresentada pelo ministro, a central de controle da empresa pública Adif autorizou o trem da Renfe a retomar a viagem em velocidade normal, apesar de um sinal vermelho que impedia a circulação. A composição percorreu cerca de 25 quilômetros antes de atingir o trem da Iryo, que seguia parado. “Retomar o serviço sem resolver o problema é responsabilidade da central de controle. É uma decisão tomada em circunstâncias inexplicáveis”, disse Puente. As circunstâncias da autorização e a sequência de decisões que antecederam a colisão são investigadas. A causa definitiva do acidente ainda não foi estabelecida. Este é o segundo acidente ferroviário fatal envolvendo trens de alta velocidade no país em 2026. Em janeiro, uma colisão na região de Adamuz, na província de Córdoba, deixou 46 mortos. “É inaceitável que um país como a Espanha sofra dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano”, disse Sánchez. Em meio à tragédia, maquinistas na Espanha seguem adiante com uma greve previamente planejada para pressionar por mais investimentos na segurança ferroviária. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/sobe-para-69-numero-de-mortos-em-acidente-de-trem-na-espanha
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