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Sanchéz antecipa eleição na Espanha após crise por moradia

Primeiro-ministro busca ampliar apoio parlamentar após a rejeição de medidas para enfrentar a crise imobiliária

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Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez | Reprodução/Reuters

Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez | Reprodução/Reuters

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou eleições antecipadas para 29 de novembro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, após deputados rejeitarem, na semana passada, propostas para enfrentar a crise imobiliária, que tem provocado protestos no país.

Sánchez afirmou que pretende conquistar uma maioria progressista maior no Parlamento. Em discurso televisionado, disse que o resultado permitiria superar interesses estabelecidos e avançar em propostas sociais e ambientais.

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A convocação representa uma aposta de alto risco. O Partido Socialista está atrás em quase todas as pesquisas de opinião, e uma derrota encerraria o governo de esquerda de Sánchez. O primeiro-ministro, porém, pode tentar transformar a indignação com os preços da moradia em apoio eleitoral.

O líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo, prometeu quase dobrar a construção de moradias, para 200 mil unidades por ano, e reduzir impostos caso chegue ao poder. Ele classificou a habitação como o principal fracasso do atual governo.

As pesquisas apontam como desfecho mais provável a formação de uma coalizão liderada pelo PP, com apoio do Vox. Se isso ocorrer, um partido de extrema direita poderá integrar o governo central espanhol pela primeira vez desde o retorno do país à democracia, após a morte de Francisco Franco, em 1975. O líder do Vox, Santiago Abascal, afirmou, no entanto, que o resultado é imprevisível.

Sánchez está no poder há oito anos por meio de coalizões que reúnem partidos de diferentes posições políticas. A fragmentação entre seus aliados dificultou a aprovação de um orçamento e de leis desde 2023, apesar do desempenho da economia espanhola, descrito no material como superior ao de outras economias desenvolvidas.

Governo tenta aprovar medidas habitacionais

O primeiro-ministro também planeja aprovar os dois decretos sobre habitação rejeitados pelo Parlamento por meio de um mecanismo legislativo pouco utilizado, segundo relatos citados no material.

Com a dissolução da Câmara, um órgão permanente de 68 integrantes, além do presidente da Casa, permanece em atividade. As medidas teriam apoio de 35 membros contra 34.

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