Publicidade
Mundo

Reação global ao tarifaço de Trump derruba mercados e gera retaliações

Decisão dos Estados Unidos provoca desvalorização do dólar, queda nas bolsas e ameaças de sanções comerciais por parte de outros países

• Atualizado em
Publicidade

O tarifaço anunciado pelo ex-presidente Donald Trump no dia 2 de abril provocou reações imediatas em todo o mundo. A China, que foi taxada em 34%, classificou a decisão como "bullying" e exigiu a revogação da medida, ameaçando retaliação.

O Reino Unido publicou um documento com mais de 400 páginas listando produtos americanos que podem ser taxados em resposta às novas tarifas. O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que está aberto a negociações, desde que atendam aos interesses britânicos.

+ The Economist chama anúncio de Trump de 'Dia da Ruína'

A União Europeia, afetada por uma tarifa de 20%, deve anunciar medidas de retaliação em breve. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, alertou que a decisão dos EUA representará "um grande golpe para a economia mundial".

Na França, o presidente Emmanuel Macron confirmou que a Europa prepara dois pacotes econômicos de retaliação aos Estados Unidos. O primeiro, focado nas tarifas do aço e do alumínio, deve ser lançado nos próximos dias. O segundo, mais abrangente, será uma resposta direta ao tarifaço de Trump.

Após reunião com representantes do setor industrial, Macron defendeu a suspensão de investimentos europeus nos Estados Unidos e declarou que a decisão de Trump vai prejudicar a própria economia americana.

+ Indústria têxtil brasileira em alerta: tarifas de Trump podem inundar o país com produtos chineses

Nos Estados Unidos, as reações do governo foram distintas. Enquanto o Secretário do Tesouro pediu calma e disse que os países devem "respirar fundo", o Secretário do Comércio garantiu que não haverá recuo e sugeriu que outras nações deixem Trump comandar a economia global. O tarifaço afeta diretamente 185 países e territórios, incluindo até mesmo as Ilhas Heard e McDonald, habitadas apenas por pinguins e focas.

Canadá e México, já taxados anteriormente, responderam com negociações junto à União Europeia. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou uma tarifa de 25% sobre os carros americanos em resposta a um novo imposto de Trump sobre automóveis fabricados fora dos EUA. Como reflexo imediato, a Stellantis, dona de marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, anunciou a demissão de 900 trabalhadores em fábricas nos Estados Unidos, afetadas pela queda na produção no México e no Canadá.

A incerteza gerada pela medida também impactou o mercado financeiro. As bolsas da Ásia e da Europa fecharam em queda, reflexo também registrado nos Estados Unidos, onde as ações das grandes empresas de tecnologia foram as mais atingidas. O petróleo e o dólar também sofreram desvalorização, e investidores estimam um risco de 35% de recessão nos EUA nos próximos 12 meses.

Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade