The Economist chama anúncio de Trump de 'Dia da Ruína'
Revista britânica criticou tarifas anunciadas por Trump e alertou para "desastre econômico" que elas podem causar

SBT News
A revista britânica The Economist classificou como "Dia da Ruína" a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas recíprocas a parceiros comerciais. A publicação fez referência ao termo "Dia da Libertação", usado pelo governo republicano para justificar a medida.
Na capa da edição, Trump aparece segurando um serrote e abrindo um buraco abaixo dos próprios pés, acompanhado da chamada "Como limitar os danos globais". No texto, a revista é ainda mais contundente, classificando a decisão como "erro econômico mais profundo, prejudicial e desnecessário da era moderna".
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Durante um pronunciamento no jardim da Casa Branca, Trump anunciou tarifas de 34% sobre a China, 27% sobre a Índia, 24% sobre o Japão e 20% sobre a União Europeia, além de uma taxa de 10% para outros países, incluindo o Brasil.
"Trump chamou esse dia de um dos mais importantes da história americana. Ele quase está certo. Seu 'Dia da Libertação' marca o abandono total da ordem comercial global pelos Estados Unidos e sua adesão ao protecionismo", afirma a The Economist.
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O texto também critica a postura do republicano, afirmando que suas declarações "são um absurdo completo, e a compreensão dos detalhes técnicos foi patética". Segundo a revista, não há como evitar os impactos negativos que Trump causou na economia.
"O resto do mundo também sofrerá com esse desastre e deve decidir o que fazer. Uma questão é se devem retaliar. Os políticos devem ser cautelosos. Ao contrário do que Trump pensa, barreiras comerciais prejudicam aqueles que as impõem. Como é mais provável que o presidente dobre sua aposta em vez de recuar, há o risco de piorar ainda mais a situação, possivelmente de forma catastrófica, como nos anos 1930", alerta a publicação.