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Rapper Sean 'Diddy' Combs é acusado de tráfico sexual e tem fiança negada nos EUA

Tribunal acatou pedido dos promotores, que argumentaram que o cantor representava um “sério risco de fuga”

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Camila Stucaluc
18/09/2024, 06:55 • Atualizado em 18/09/2024, 06:55
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Rapper Sean 'Diddy' Combs | Reprodução/redes sociais

Rapper Sean 'Diddy' Combs | Reprodução/redes sociais

O rapper norte-americano Sean "Diddy" Combs, preso por tráfico sexual e extorsão, teve a fiança negada pela Justiça de Nova York após se declarar inocente das acusações. Na decisão, divulgada na noite de terça-feira (17), a juíza Robyn Tarnofsky acatou o pedido dos promotores, que argumentaram que o cantor representava um “sério risco de fuga”.

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Combs, 54, é acusado de administrar um esquema desde pelo menos 2008, no qual drogava e forçava vítimas de tráfico sexual a se envolverem em atos sexuais grupais com seus associados, às vezes por dias seguidos. Os atos, chamados de “Freak Offs”, eram gravados pelo rapper para, posteriormente, “satisfazer seus desejos sexuais”.

“Freak Offs ocorriam regularmente, às vezes duravam vários dias e muitas vezes envolviam várias trabalhadoras do sexo comercial”, disseram os promotores. “Por décadas, o réu abusou, agrediu, ameaçou e coagiu mulheres e outras pessoas a satisfazer seus desejos sexuais, proteger sua reputação e esconder suas ações”, acrescentaram.

Combs é acusado de administrar o esquema com funcionários, recursos e influência de seu “império empresarial”. Seguranças e assistentes, por exemplo, são suspeitos de estocar drogas e lubrificantes para os atos. Tais itens foram encontrados em duas propriedades pertencentes ao rapper, uma em Los Angeles e outra em Miami, durante uma operação de buscas em 2023. Três rifles AR-15 também foram apreendidos.

A promotoria não especificou quantas mulheres foram vítimas no caso. Eles disseram apenas que Combs as atraía com drogas, dinheiro e promessas de carreira. Após os abusos, o rapper usava as gravações dos atos para garantir o silêncio das vítimas. Ele também exibia armas para intimidar as mulheres e possíveis testemunhas.

Ao todo, Combs enfrenta três acusações: tráfico sexual, extorsão e transporte para se envolver em prostituição. Se condenado por todas as acusações, o rapper e produtor musical pode enfrentar uma sentença de 15 anos até prisão perpétua.

Outras acusações

Além de tráfico sexual, Combs é alvo em processos de agressão sexual. Um eles foi aberto pela cantora Cassie Ventura, ex-namorada do rapper, o denunciou por estupro e abuso físico. Ele chegou a negar as acusações, mas admitiu a culpa após imagens de câmeras de segurança mostrarem ele chutando Cassie no corredor de um hotel.

“É difícil refletir tempos sombrios da sua vida. Mas não há justificativa. Assumo total responsabilidade por minhas ações naquele vídeo. Fiquei enojado quando fiz isso. Comecei a fazer terapia. Tive que pedir a Deus por sua misericórdia e graça. Eu sinto muito”, disse o cantor, em vídeo publicado nas redes sociais.

A denúncia de Cassie causou uma avalanche de novas ações judiciais por agressão sexual contra Combs. Em fevereiro, um produtor musical apresentou uma ação alegando que o cantor o coagiu a solicitar prostitutas e o pressionou a ter relações sexuais com elas. Em outra acusação, uma mulher disse que o rapper a estuprou há duas décadas, quando ela tinha 17 anos. A defesa negou as acusações.

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