Prefeito de Milão rejeita atuação do ICE na segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno
Em comunicado, agência diz que dará apoio à segurança diplomática dos EUA e que evento “permanece sob autoridade italiana”


SBT News
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, rechaçou nesta terça-feira (27) a possibilidade de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ajudarem nas operações de segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno, que irão acontecer na Itália entre os dias 6 e 22 de fevereiro.
“Esta é uma milícia que mata, uma milícia que entra nas casas das pessoas, assinando suas próprias autorizações. É claro que eles não são bem-vindos em Milão, sem dúvida alguma”, disse Sala à rádio italiana RTL 102
A informação de que os agentes — que se envolveram na morte de dois cidadãos norte-americanos nas últimas duas semanas, gerando uma onda de protestos nos EUA — estariam nos Jogos na Itália foi confirmada pelo ICE à agência de notícias Reuters, e confirmada posteriormente pelo presidente do evento, Giovanni Malago
A repórteres, ele informou que os agentes não vão se envolver nas operações de segurança dos jogos, apenas na segurança da delegação norte-americana.
Em comunicado, o ICE informou que vai auxiliar o “Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA e o país anfitrião para avaliar e mitigar riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais”. A agência também esclareceu na nota que as operações de segurança dos Jogos “permanecem sob autoridade italiana”.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, participarão da cerimônia de abertura em Milão, no dia 6 de fevereiro.
Na segunda-feira (26), o presidente da região da Lombardia, no norte da Itália — que sediará várias provas olímpicas — afirmou que o envolvimento do ICE se limitaria ao monitoramento de Vance e Rubio. “Será apenas em um papel defensivo, mas estou convencido de que nada vai acontecer”, disse Attilio Fontana a jornalistas.
No entanto, seu gabinete divulgou posteriormente um comunicado afirmando que ele não tinha informações sobre a presença dos agentes e que havia respondido apenas a uma "pergunta hipotética".









