Comandante da Patrulha de Fronteira dos EUA é afastado após morte de manifestante
Gregory Bovino deixará papel de comando “at-large” e retorna à Califórnia; governo afirma que ele ainda não foi oficialmente desligado


Reuters
O comandante geral da Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos, Gregory Bovino, foi afastado do cargo e deverá retornar ao seu antigo posto na Califórnia, onde está previsto se aposentar em breve.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo jornal The Atlantic, que citou autoridades do Departamento de Segurança Interna (DHS) e pessoas com conhecimento da mudança.
A decisão ocorre após as ações do Servico de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) em Minneapolis, que resultaram na morte de um homem neste sábado (24) durante um protesto contra operações federais de imigração no estado.
Segundo o portal, Bovino foi removido da sua função “at-large” um cargo sem base legal específica, mas de grande visibilidade no comando da política de imigração e pode voltar a trabalhar em El Centro, na Califórnia, onde tem carreira de longa data.
Uma porta-voz do DHS afirmou que Bovino não foi oficialmente desligado do cargo e ainda é considerado uma parte importante da equipe do presidente Donald Trump, em meio a ajustes nas lideranças após críticas à atuação de agentes federais em situações recentes.
Tensão em Minneapolis
As mudanças ocorrem em meio a um clima de tensão sobre a política de imigração nos EUA, que ganhou maior destaque após confrontos e mortes em Minneapolis.
O presidente Trump e o governador de Minnesota, Tim Walz, mantiveram uma conversa privada em tom conciliatório sobre a aplicação das leis de imigração, sinalizando um possível esforço conjunto para reduzir o impasse em torno das operações em solo americano.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre o afastamento ou a mudança no comando da Patrulha de Fronteira.









