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Oposição a Maduro diz que coordenadora estadual de campanha foi presa na Venezuela

Líder oposicionista, María Corina Machado afirmou que correligionária foi "sequestrada" pelo "regime" de Maduro e pediu "liberdade imediata"

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Na imagem, ao centro, María Oropeza e, ao lado, Maria Corina Machado em comício antes das eleições | Reprodução Instagram/@mariaoropeza94
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A ex-deputada da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição ao governo do presidente Nicolás Maduro, Maria Corina Machado, afirmou na rede social X (ex-Twitter) que a coordenadora de campanha no estado de Portuguesa, María Oropeza, foi presa.

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No post, Corina Machado afirmou que Oropeza foi "levada à força" pelo que chamou de "regime". "Não sabemos onde ela se encontra. Foi sequestrada!", disse na publicação. A líder da oposição também pediu a apoiadores, "dentro e fora do país", que exijam "liberdade imediata" da correligionária.

Nessa terça (6) à noite, o comitê de direitos humanos do partido ultraliberal Vente Venezuela, de Corina Machado, também usou a rede social para divulgar um vídeo em que supostamente a Força Militar de Contrainteligência do país (DGCIM) vai à residência de Oropeza. Segundo a publicação, que exibe a gravação de uma live no Instagram, agentes entraram na casa "à força e sem ordem judicial".

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Esta não seria a primeira prisão de um opositor de Maduro na Venezuela. Na última quinta (1º), o presidente chegou a afirmar que 1.200 pessoas foram detidas após os protestos que tomaram o país depois da eleição venezuelana, prometendo ainda "capturar" outras.

Além disso, em 31 de julho, Maduro disse que opositores deveriam "estar atrás das grades" e afirmou que "a justiça chegará para eles".

Entenda situação na Venezuela

+ María Corina Machado, de 56 anos, é uma ex-legisladora do partido ultraliberal de direita Vente, que se concretizou como a principal opositora, ao lado do o ex-governador Henrique Capriles, ao "regime" de Nicolás Maduro (que está no poder desde 2013). Possui uma formação conservadora e católica. É engenheira industrial. Antes da eleição, era vista como radical em suas direções políticas. Mesmo assim, chegou a vencer as primárias presidenciais da oposição com mais de 90% dos votos;

+ Corina Machado não esteve nas cédulas presidenciais. Foi impedida, assim como Capriles, de disputar a eleição por uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, que determinou que ambos não podem ocupar cargos públicos até 2039. Mas teve papel fundamental para a consolidação de Edmundo González Urrutia como adversário de Maduro no pleito;

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+ Filha de magnatas do aço, Corina iniciou sua jornada de opositora antes dos eventos recentes, em 2004, quando sua organização não governamental, Súmate, promoveu um referendo para retirar o então presidente Hugo Chávez (1954-2013), estandarte político de Maduro. A iniciativa não teve sucesso. Ela entrou formalmente na arena política em 2010, quando foi eleita para um assento na Assembleia Nacional;

+ Corina e González estão sendo investigados formalmente pelo Ministério Público da Venezuela, como anunciado na última segunda (5). Processo foi confirmado pelo procurador-geral, Tarek William Saab, e decorre de um documento no qual a dupla defende "a proclamação de Edmundo González como presidente eleito da República". O pronunciamento poderia estar configurado como delito de usurpação de funções, informação falsa, instigação à desobediência e insurgência, além de associação criminosa e conspiração;

+ Nicolás Maduro foi declarado vencedor das eleições de 28 de julho pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na segunda-feira (29), sendo reeleito por 51,95%. O órgão responsável pelas eleições no país é presidido por um aliado do presidente. A oposição contesta esse resultado e apresentou outros números;

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+ Segundo contagem paralela da oposição, González venceu Maduro com 67% dos votos, contra 30% do presidente. Atas das urnas foram entregues à Justiça apenas nesta semana, com mais de sete dias das eleições. Brasil, Colômbia e México chegaram a divulgar uma nota conjunta na quinta-feira (1º), pedindo divulgação dos documentos eleitorais. A nota também pediu a solução do impasse eleitoral no país por "vias institucionais" e que a soberania popular seja respeitada com "apuração imparcial";

+ Desde a divulgação do resultado, na madrugada de domingo (28) para segunda (29), protestos vêm atingindo o país, para além da capital Caracas.

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