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Número de mortos em ataque da Índia ao Paquistão sobe para 26; reação mata ao menos 10 indianos

Escalada na tensão entre os dois países acontece após massacre na Caxemira indiana no mês passado; região é disputada desde fim da colonização britânica

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Emanuelle Menezes
07/05/2025, 12:32 • Atualizado em 07/05/2025, 12:32
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Míssil indiano atingiu Muzaffarabad, capital da Caxemira controlada pelo Paquistão | AP/MD Mughal

Míssil indiano atingiu Muzaffarabad, capital da Caxemira controlada pelo Paquistão | AP/MD Mughal

Subiu para 26 o número de mortos em ataques da Índia a territórios controlados pelo Paquistão que acontecem desde terça-feira (6). O exército paquistanês afirmou que os mísseis atingiram seis locais na parte da Caxemira administrada pelo país e na província de Punjab. Outras 46 pessoas ficaram feridas.

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O Ministério da Defesa indiano afirmou que os locais que foram alvos são "onde ataques terroristas contra a Índia foram planejados". No mês passado, 26 pessoas morreram em um atentado em um resort na região da Caxemira indiana.

O ministro da Defesa indiano, Rajnath Singh, afirmou que o ataque vingou os assassinatos de "civis inocentes em solo indiano".

"Matamos apenas aqueles que mataram nossos inocentes", disse Singh. "Nosso ataque foi bem planejado e executado com precisão e sensibilidade. Limitou-se a alvos terroristas e ao desmantelamento da infraestrutura terrorista", declarou em um programa local.

Em resposta, o Paquistão revidou também com ataques. Na região da Caxemira controlada pela Índia, pelo menos 10 pessoas morreram e 38 ficaram feridas em bombardeios na manhã desta quarta-feira (7).

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou que o país tinha direito de responder ao que chamou de "ato de guerra imposto pela Índia".

Os países são adversários históricos. Localizada na região do Himalaia, a Caxemira é disputada por Índia e Paquistão desde o fim da colonização britânica, em 1947, e, atualmente, é dividida entre os dois países e a China.

Guerrilheiros favoráveis à unificação com o Paquistão – e até mesmo à criação de um país independente – atuam na Caxemira há décadas. O governo indiano acusa o Paquistão de apoiar os rebeldes, o que é negado pelas autoridades paquistanesas. Dezenas de milhares de civis, rebeldes e membros das forças governamentais foram mortos no conflito entre os dois países ao longo dos anos.

Tensão entre países cresce

A ofensiva de terça-feira (6) aconteceu após um atentado que matou 26 turistas que estavam em um resort na região da Caxemira indiana, no último dia 22. A Índia classificou o atentado como um "ataque terrorista" e acusou o Paquistão de apoiar o massacre.

Ao menos quatro homens armados abriram fogo contra dezenas de pessoas a curta distância. A maioria dos mortos era composta por turistas indianos, de acordo com as autoridades. O massacre foi reivindicado por um grupo militante autodenominado Resistência da Caxemira.

As equipes de resgate recolheram pelo menos 24 corpos em Baisaran, a cerca de cinco quilômetros da cidade turística de Pahalgam. Outros dois turistas morreram enquanto eram levados para atendimento médico.

O Paquistão negou participação no atentado. Posteriormente, ambos os países expulsaram diplomatas e cidadãos, ordenaram o fechamento da fronteira e fecharam o espaço aéreo entre si.

*Com informações da Associated Press

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