Netanyahu discursa na Assembleia Geral da ONU em meio à pressão por cessar-fogo em Gaza
Em Nova York, premiê israelense também deve ser reunir com o presidente Donald Trump na próxima semana
C
Camila Stucaluc
26/09/2025, 08:32 • Atualizado em 26/09/2025, 08:53
compartilhar
Benjamin Netanyahu | Wikimedia Commons
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. A declaração será observada por centenas de líderes mundiais, que vêm pressionando o premiê por um cessar-fogo na Faixa de Gaza(leia mais abaixo).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Netanyahu deixou Tel Aviv na noite de quarta-feira (24), em um voo mais longo do que o esperado. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, o avião com o premiê evitou passar pelo espaço aéreo da maioria dos países europeus, sobrevoando brevemente apenas a Grécia e a Itália.
O gabinete israelense não se pronunciou publicamente sobre a rota, mas acredita-se que o percurso tenha sido desviado propositalmente de países signatários do Tribunal Penal Internacional (TPI). Isso porque Netanyahu é alvo de um mandado de prisão por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza. Se sobrevoasse as nações integrantes da Corte, o prêmio poderia ser forçado a pousar e ser preso.
Nos Estados Unidos, Netanyahu não corre esse risco, já que o país não é membro do TPI. Além de discursar na Assembleia Geral, o premiê deve se encontrar com o presidente Donald Trump, na segunda-feira (29). Esse será o segundo encontro dos líderes desde que o republicano retomou à Casa Branca, em janeiro deste ano.
Pressão internacional
O discurso de Netanyahu na ONU acontece em meio ao aumento da pressão internacional por um cessar-fogo com o Hamas, na Faixa de Gaza. As negociações, mediadas por Estados Unidos, Catar e Egito, no entanto, estão congeladas desde o início de setembro, quando Israel lançou um ataque aéreo contra integrantes do grupo extremista que estava em Doha.
Enquanto isso, Israel continua intensificando a ofensiva no enclave palestino, sobretudo na Cidade de Gaza — região descrita pelos militares como a sede do Hamas. Os bombardeios já provocaram a morte de centenas de civis, o que foi repudiado pela ONU e outras organizações internacionais. A União Europeia, por sua vez, disse estar considerando tarifas e sanções contra o país.
A Palestina ainda não é reconhecida oficialmente como um Estado. Isso se deve a uma série de fatores, incluindo a falta da definição de um território, já que Israel segue presente em áreas reservadas para os palestinos, como a Cisjordânia, e à falta de apoio de superpotências, como os Estados Unidos.
Apesar disso, mais de 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU reconhecem a Palestina como um Estado independente e soberano. As últimas nações a adotarem a iniciativa foram França, Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, que defendem a solução de dois Estados, Israel e Palestina, "vivendo lado a lado em paz".
Netanyahu discursa na Assembleia Geral da ONU em meio à pressão por cessar-fogo em GazaEm Nova York, premiê israelense também deve ser reunir com o presidente Donald Trump na próxima semanaMundo2025-09-26T08:32:00.000ZO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. A declaração será observada por centenas de líderes mundiais, que vêm pressionando o premiê por um cessar-fogo na Faixa de Gaza (leia mais abaixo). Netanyahu deixou Tel Aviv na noite de quarta-feira (24), em um voo mais longo do que o esperado. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, o avião com o premiê evitou passar pelo espaço aéreo da maioria dos países europeus, sobrevoando brevemente apenas a Grécia e a Itália. O gabinete israelense não se pronunciou publicamente sobre a rota, mas acredita-se que o percurso tenha sido desviado propositalmente de países signatários do Tribunal Penal Internacional (TPI). Isso porque. Se sobrevoasse as nações integrantes da Corte, o prêmio poderia ser forçado a pousar e ser preso. Nos Estados Unidos, Netanyahu não corre esse risco, já que o país não é membro do TPI. Além de discursar na Assembleia Geral, o premiê deve se encontrar com o presidente Donald Trump, na segunda-feira (29). Esse será o segundo encontro dos líderes desde que o republicano retomou à Casa Branca, em janeiro deste ano. Pressão internacional O discurso de Netanyahu na ONU acontece em meio ao aumento da pressão internacional por um cessar-fogo com o Hamas, na Faixa de Gaza. As negociações, mediadas por Estados Unidos, Catar e Egito, no entanto, estão congeladas desde o início de setembro, quando Israel lançou um . Enquanto isso, Israel continua intensificando a ofensiva no enclave palestino, sobretudo na Cidade de Gaza — região descrita pelos militares como a sede do Hamas. Os bombardeios já provocaram a morte de centenas de civis, o que foi repudiado pela ONU e outras organizações internacionais. A União Europeia, por sua vez, disse estar considerando tarifas e sanções contra o país. Estado da Palestina Além de Gaza, os países criticam o , em uma área reivindicada pelos palestinos para a criação de um Estado. As nações sustentam que os assentamentos violam a lei internacional. A Palestina ainda não é reconhecida oficialmente como um Estado. Isso se deve a uma série de fatores, incluindo a falta da definição de um território, já que Israel segue presente em áreas reservadas para os palestinos, como a Cisjordânia, e à falta de apoio de superpotências, como os Estados Unidos. Apesar disso, mais de 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU reconhecem a Palestina como um Estado independente e soberano. As últimas nações a adotarem a iniciativa foram França, Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, que defendem a solução de dois Estados, Israel e Palestina, "vivendo lado a lado em paz".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/netanyahu-discursa-na-assembleia-geral-da-onu-em-meio-a-pressao-por-cessar-fogo-em-gaza
Resgates dependem de máquinas emprestadas, diz venezuelano
Sem equipamentos, governo recorreu ao empréstimo de gruas, enquanto familiares tentam salvar vítimas com poucos recursos e denunciam demora das autoridades