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Administração Trump remove bandeira arco-íris do monumento Stonewall, em Nova York

Prefeito da cidade, Zohran Mamdani, um democrata, afirmou estar indignado e chamou a medida de um 'ato de apagamento'

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Bandeira do Orgulho LGBTQIA+ sobre o Monumento Nacional de Stonewall, em Nova York (EUA) | Foto: David 'Dee' Delgado/Reuters - 14.02.2025

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, removeu uma grande bandeira do Orgulho que tremulava sobre o Monumento Nacional de Stonewall, que marca o berço do movimento moderno pelos direitos LGBTQ+ na cidade de Nova York.

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O Serviço Nacional de Parques, agência federal que supervisiona os monumentos nacionais dos EUA, afirmou que administra o mastro do monumento e que a bandeira foi removida para garantir que uma "política de longa data" fosse aplicada de forma consistente em todos os seus locais.

Mas para alguns políticos eleitos em Nova York, a remoção da bandeira do monumento em Greenwich Village, no centro de Manhattan, faz parte dos esforços de Trump, um republicano, para limitar os direitos dos gays e transgêneros.

O prefeito Zohran Mamdani, um democrata, disse estar indignado e chamou a medida de um "ato de apagamento". Alguns políticos anunciaram a intenção de hastear outra bandeira do Orgulho no mastro agora vazio antes do fim da semana.

O Serviço de Parques disse que seguiu orientação emitida em 2023 segundo a qual os mastros de bandeira administrados pelo governo não são "um fórum para a livre expressão do público" e que outras bandeiras além da norte-americana podem ser hasteadas se representarem "uma expressão dos sentimentos oficiais do governo federal".

"Quaisquer alterações na exibição das bandeiras ocorrem para garantir a consistência dessa orientação", afirmou a agência em comunicado.

A agência divulgou um memorando repetindo a orientação aos diretores regionais e superintendentes no mês passado.

O mastro e o monumento estão localizados no Christopher Park, marcando o local onde gays, lésbicas e transgêneros nova-iorquinos se revoltaram e protestaram em resposta a uma batida policial no Stonewall Inn em 1969, época em que tais batidas em bares frequentados por pessoas LGBTQ+ eram comuns. A revolta do Stonewall foi um momento decisivo no movimento pelos direitos dos LGBTQ+.

O local foi designado monumento nacional dos EUA em 2016 pelo então presidente Barack Obama, um democrata, em um cruzamento que continua sendo um movimentado centro da vida noturna LGBTQ+.

Trump e outros políticos republicanos têm buscado restringir os direitos LGBTQ+, especialmente os das pessoas transgênero. Trump ordenou que suas agências adotem uma política de que existem dois sexos imutáveis, e todas as menções a "LGBT" no site oficial do monumento Stonewall foram substituídas por "LGB".

A bandeira foi removida na noite de domingo ou na madrugada de segunda-feira, informou o Gay City News na segunda-feira.

O presidente do bairro de Manhattan, Brad Hoylman-Sigal, disse que a remoção foi "um ataque deliberado à comunidade LGBTQ+".

O Serviço Nacional de Parques não respondeu às perguntas sobre o que faria se os nova-iorquinos hasteassem outra bandeira arco-íris sobre o monumento, como Hoylman-Sigal e outros afirmaram que pretendem fazer na quinta-feira.

"Achamos que o pior resultado seria a prisão, mas isso está de acordo com o espírito do próprio Stonewall", disse Hoylman-Sigal. "O movimento foi fundado com base na rebelião contra as autoridades."

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