Brasil tenta ampliar cooperação com Sudeste Asiático
Bloco já é o quinto maior parceiro comercial brasileiro e movimentou mais de US$ 38 bilhões com o país em 2025
Gabriela Tunes
Ministro de Relações Internacionais, Mauro Vieira | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil busca ampliar a cooperação econômica e diplomática com os países do Sudeste Asiático em meio ao crescimento do comércio com a região e à estratégia de diversificação dos parceiros internacionais. A aproximação ganhou um novo capítulo nesta semana com a primeira visita ao país de um secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
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Kao Kim Hourn cumpre agenda no Brasil até sábado (22). Na terça-feira (18), em Brasília, ele se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir temas como comércio e investimentos, energia, segurança alimentar, biodiversidade e cooperação para o desenvolvimento.
A dimensão econômica ajuda a explicar o interesse brasileiro na região. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os 11 integrantes da ASEAN chegou a US$ 38,4 bilhões. Com isso, o bloco se consolidou como o quinto maior parceiro comercial do país, atrás de China, União Europeia, Estados Unidos e Mercosul.
O saldo também é favorável ao Brasil. No ano passado, o superávit nas trocas com os países da ASEAN chegou a US$ 10,3 bilhões, equivalente a 15% de todo o resultado positivo da balança comercial brasileira.
Durante o encontro, Mauro Vieira destacou ainda o ritmo de crescimento das relações comerciais. Desde 2003, o intercâmbio saltou de cerca de US$ 3 bilhões para mais de US$ 38 bilhões. Segundo o chanceler, mantido esse ritmo, as trocas com o Sudeste Asiático podem superar, no futuro, aquelas mantidas com parceiros tradicionais, como Estados Unidos e União Europeia.
Articulação também passa pelo Congresso
À noite, Kao Kim Hourn participou de uma celebração do Dia da ASEAN na residência oficial do embaixador da Indonésia no Brasil, Andhika Chrisnayudhanto. O encontro reuniu representantes do corpo diplomático, autoridades brasileiras, parlamentares, empresários e militares.
Durante o evento, o secretário-geral classificou o Brasil como um país-chave para a ASEAN e defendeu a abertura de novas frentes de cooperação, incluindo negócios e intercâmbio acadêmico.
A aproximação também passa pelo Congresso Nacional. Participaram da recepção o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante-PE), coordenador da Frente Parlamentar Brasil–ASEAN, e Alex Kawano, secretário da Frente. O grupo parlamentar atua para estreitar as relações entre o Legislativo brasileiro e os países do bloco, com atenção especial à abertura de mercados, investimentos e cooperação em diferentes setores.
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), vice-presidente da Frente e presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, também participou da agenda. O parlamentar atua desde 2019 na aproximação com representantes do Sudeste Asiático, especialmente para ampliar oportunidades comerciais para Mato Grosso do Sul.
A presença parlamentar ocorre em um momento em que a relação com a região deixa de se concentrar apenas na diplomacia tradicional. Com o crescimento do comércio e o interesse brasileiro em diversificar mercados, governo, Congresso e setor privado buscam transformar a aproximação política com a ASEAN em novas oportunidades de negócios e investimentos.
Brasil tenta ampliar cooperação com Sudeste AsiáticoBloco já é o quinto maior parceiro comercial brasileiro e movimentou mais de US$ 38 bilhões com o país em 2025Mundo2026-08-19T16:47:39.457ZO Brasil busca ampliar a cooperação econômica e diplomática com os em meio ao crescimento do comércio com a região e à estratégia de diversificação dos parceiros internacionais. A aproximação ganhou um novo capítulo nesta semana com a primeira visita ao país de um secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Kao Kim Hourn cumpre agenda no Brasil até sábado (22). Na terça-feira (18), em Brasília, ele se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir temas como comércio e investimentos, energia, segurança alimentar, biodiversidade e cooperação para o desenvolvimento. A dimensão econômica ajuda a explicar o interesse brasileiro na região. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os 11 integrantes da ASEAN chegou a US$ 38,4 bilhões. Com isso, o bloco se consolidou como o quinto maior parceiro comercial do país, atrás de China, União Europeia, Estados Unidos e Mercosul. O saldo também é favorável ao Brasil. No ano passado, o superávit nas trocas com os países da ASEAN chegou a US$ 10,3 bilhões, equivalente a 15% de todo o resultado positivo da balança comercial brasileira. Durante o encontro, Mauro Vieira destacou ainda o ritmo de crescimento das relações comerciais. Desde 2003, o intercâmbio saltou de cerca de US$ 3 bilhões para mais de US$ 38 bilhões. Segundo o chanceler, mantido esse ritmo, as trocas com o Sudeste Asiático podem superar, no futuro, aquelas mantidas com parceiros tradicionais, como Estados Unidos e União Europeia. Articulação também passa pelo Congresso À noite, Kao Kim Hourn participou de uma celebração do Dia da ASEAN na residência oficial do embaixador da Indonésia no Brasil, Andhika Chrisnayudhanto. O encontro reuniu representantes do corpo diplomático, autoridades brasileiras, parlamentares, empresários e militares. Durante o evento, o secretário-geral classificou o Brasil como um país-chave para a ASEAN e defendeu a abertura de novas frentes de cooperação, incluindo negócios e intercâmbio acadêmico. A aproximação também passa pelo Congresso Nacional. Participaram da recepção o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante-PE), coordenador da Frente Parlamentar Brasil–ASEAN, e Alex Kawano, secretário da Frente. O grupo parlamentar atua para estreitar as relações entre o Legislativo brasileiro e os países do bloco, com atenção especial à abertura de mercados, investimentos e cooperação em diferentes setores. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), vice-presidente da Frente e presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, também participou da agenda. O parlamentar atua desde 2019 na aproximação com representantes do Sudeste Asiático, especialmente para ampliar oportunidades comerciais para Mato Grosso do Sul. A presença parlamentar ocorre em um momento em que a relação com a região deixa de se concentrar apenas na diplomacia tradicional. Com o crescimento do comércio e o interesse brasileiro em diversificar mercados, governo, Congresso e setor privado buscam transformar a aproximação política com a ASEAN em novas oportunidades de negócios e investimentos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/brasil-tenta-ampliar-cooperacao-com-sudeste-asiatico