Petroleiras russas limitam venda de gasolina em Moscou
Cenário é causado por ataques de drones ucranianos contra refinarias e pela forte demanda sazonal

Motorista se prepara para encher galões de gasolina em posto de combustíveis em Moscou, na Rússia | Reprodução/Reuters
Os ataques de drones ucranianos contra refinarias de petróleo russas obrigaram postos de combustíveis de Moscou a impor limites à compra de gasolina. Testemunhas ouvidas pela agência de notícias Reuters relataram longas filas para reabastecer veículos na capital russa nesta quarta-feira (19).
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"Já fomos a cinco postos de gasolina e não havia combustível", disse um morador de origem alemã. "Acho que tudo voltará ao normal em uma ou duas semanas", afirmou outro motorista, demonstrando mais otimismo diante da situação, que ocorre em um momento de forte demanda sazonal.
A Rosneft, maior produtora de petróleo russa, informou que a venda de gasolina em todos os seus postos está limitada a 30 litros por veículo, mas que a comercialização de diesel não enfrenta restrições. Além disso, a empresa alertou o tempo de espera para abastecer é mais longo.
Outras companhias russas do setor de combustíveis, como Lukoil e Gazprom Neft , também impuseram restrições para evitar que os estoques se esvaíssem. No segundo caso, as compras são de no máximo 40 litros de gasolina por cliente nos postos de abastecimento automático em Moscou e de 60 litros no demais estabelecimentos.
Ataques a refinarias
Nos últimos meses, a Ucrânia vem intensificando seus ataques contra refinarias de petróleo russas, na tentativa de minar os esforços de guerra que o Kremlin emprega no conflito entre os dois países.
Essas sucessivas ofensivas passaram a pressionar o mercado interno de combustíveis da Rússia. De acordo com dados divulgados pela Reuters no mês passado, a produção nacional de gasolina caiu cerca de 20%.
Na tentativa de garantir o abastecimento interno, as autoridades russas proibiram as exportações de gasolina e diesel, além de flexibilizar os requisitos de qualidade dos combustíveis e promover a importação de produtos derivados do petróleo.
Dificuldades na economia ucraniana
O conflito, que se estende há mais de quatro anos, também leva dificuldades à economia ucraniana.
Nesta quarta-feira (19), o ministro da Agricultura, Taras Vysotskyi, informou que as exportações de produtos agrícolas caíram para 794 mil toneladas métricas entre 1º e 15 de agosto, em comparação com as 3,67 milhões de toneladas exportadas durante todo o mês de julho.
Esse cenário é causado pelos ataques de Moscou contra embarcações e instalações portuárias ucranianas no Mar Negro, que paralisaram completamente o embarque de grãos no porto de Odessa.
Por conta disso, a Ucrânia, que é uma das maiores produtoras mundiais de cereais e oleaginosas, se vê obrigada a buscar rotas alternativas para realizar as exportações.















