Presidente da Colômbia diz ter escapado de tentativa de assassinato
Gustavo Petro afirmou que helicóptero em que estava com os filhos seria alvo de disparos


Camila Stucaluc
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse na terça-feira (10) que escapou de uma tentativa de assassinato. Ele relatou que o helicóptero em que voava com os filhos não pode aterrissar onde havia planejado inicialmente, no departamento de Córdoba, porque seria alvo de disparos.
"Foi por isso que não consegui chegar aqui ontem à noite; não consegui pousar onde deveríamos. Eles não acenderam as luzes [do heliporto]. E também não pousei esta manhã, porque fiquei com medo de que atirassem no helicóptero, com meus filhos dentro”, disse Petro, durante reunião ministerial. "Então, voamos para o mar por quatro horas. Não cheguei onde deveria pousar, mas cheguei aqui", acrescentou.
O presidente colombiano disse estar em situação de alerta. Segundo ele, organizações criminosas e adversários teriam o objetivo de "destruí-lo". Em declarações anteriores, afirmou que um "novo cartel de drogas" planeja assassiná-lo desde agosto de 2022, quando assumiu a presidência do país.
A tentativa de assassinato contra Petro foi confirmado pelo gerente do Sistema de Mídia Pública, Hollman Morris. Segundo ele, o plano, que foi arquitetado nos últimos dias, foi descoberto pelos agentes de segurança, assim como uma “armadilha para plantar alucinógenos” no carro do presidente. “Os planos para atacar o presidente também parecem envolver ataques contra a família presidencial”, disse.
Também na terça-feira (10), a senadora indígena Aida Quilcué, próxima a Petro, foi sequestrada junto com seus guarda-costas, em Cauca — área controlada por guerrilheiros. A política de 53 anos perdeu comunicação com seus assessores por volta do 12h e permaneceu em cativeiro por cerca de quatro horas.
Ano de eleições
Os casos acontecem em meio às campanhas para as eleições legislativas da Colômbia, marcadas para o próximo dia 8 de março. O país também terá eleições presidenciais dentro de três meses, com o primeiro turno marcado para o dia 31 de maio e o segundo, se necessário, no dia 21 de junho.
Apesar da lei colombiana não permitir que Petro concorra à reeleição, sua coalizão, o Pacto Histórico, anunciou o senador Iván Cepeda como candidato governista à sucessão. O parlamentar, no entanto, foi impedido de disputar as primárias interpartidárias em março, o que minou a possibilidade do político representar a ampla aliança de partidos de esquerda.









