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Netanyahu critica Canadá, França e Reino Unido por pedirem fim da ofensiva em Gaza

Premiê israelense afirmou que ação "encoraja terroristas do Hamas a continuar lutando"

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Camila Stucaluc
23/05/2025, 10:01 • Atualizado em 23/05/2025, 10:01
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Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyah | Flickr

Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyah | Flickr

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou o presidente francês, Emmanuel Macron, e os premiês canadense, Mark Carney, e britânico, Keir Starmer, por pedirem o fim da ofensiva na Faixa de Gaza. Em declaração na quinta-feira (22), o político disse que a ação encoraja o Hamas a continuar lutando, já que passa a ideia de que o grupo deve continuar no poder do enclave palestino.

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“O Hamas agradeceu ao presidente Macron e aos primeiros-ministros Starmer e Carney por exigirem que Israel encerrasse a guerra em Gaza. Eu digo a eles: quando assassinos em massa, estupradores, assassinos de bebês e sequestradores agradecem, você está do lado errado da justiça. Você está do lado errado da humanidade e você está do lado errado da história”, disse Netanyahu.

O premiê também citou o fato de os países defenderem a criação de um Estado da Palestina, alegando que a região, assim como Gaza, será controlada pelo Hamas ou por outro grupo extremista.

Na declaração, Netanyahu ainda criticou os países que acusam Israel de restringir a ajuda humanitária em Gaza e “matar a população de fome”. Segundo ele, desde o início da ofensiva, em 7 de outubro de 2023, 92 mil caminhões de ajuda entraram no enclave palestino, com 1,8 milhão de toneladas de insumos e alimentos. Ele acusou o Hamas de roubar os itens e prejudicar a população.

“Como deixamos a ajuda entrar, o Hamas a roubou. Eles ficaram com uma grande parte para si. O restante venderam a preços exorbitantes para a população palestina. E então eles usaram o dinheiro que roubaram para recrutar novos terroristas para continuar sua guerra contra Israel. Nosso objetivo desde o início era levar comida aos civis palestinos, não aos terroristas palestinos”, disse o premiê.

Ao comentar sobre o tema, Netanyahu aproveitou para explicar o novo plano de entrega de ajuda humanitária em Gaza. Agora, o sistema, que ficou suspenso por três meses, contará com quatro centros de distribuição direta aos civis. Os centros serão geridos por uma fundação privada norte-americana, a Gaza Humanitarian Foundation (GHF), com segurança feita por contratados armados.

“Concluiremos a construção das primeiras zonas de distribuição nos próximos dias. Em última análise, pretendemos ter grandes zonas de segurança no sul de Gaza. A população palestina se mudará para lá para sua própria segurança, enquanto conduzimos combates em outras zonas e recebemos ajuda humanitária sem a interferência do Hamas”, afirmou Netanyahu.

Fome generalizada ameaça 100% da população

A crise humanitária em Gaza se agravou devido ao bloqueio de ajuda humanitária imposto por Israel na região, que durou cerca de três meses. O premiê explicou que o cerco visava pressionar o grupo palestino a libertar os reféns capturados no ataque de 7 de outubro de 2023.

A ação foi duramente criticada pela comunidade internacional, que acusou Israel de violar o direito internacional. Apesar de retomar a entrada da ajuda, um relatório recente da Integrated Food Security Phase Classification (IPC) projetou que 100% da população do enclave palestino (cerca de 2,1 milhões de pessoas) pode enfrentar insegurança alimentar severa entre maio e setembro de 2025.

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