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Na Espanha, González promete "continuar lutando para restaurar democracia" na Venezuela

Líder da oposição pediu asilo político na Europa após ser alvo de mandato de prisão em Caracas

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Camila Stucaluc
09/09/2024, 07:37 • Atualizado em 10/09/2024, 01:22
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Maria Corina Machado e Edmundo González I Reprodução/Twitter

Maria Corina Machado e Edmundo González I Reprodução/Twitter

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O ex-candidato presidencial da oposição na Venezuela, Edmundo González, afirmou que continuará lutando pela liberdade e pela recuperação da democracia no país. A declaração em áudio foi enviada aos apoiadores na noite de domingo (8), pouco tempo após ele desembarcar na Espanha, onde recebeu asilo político.

“Minha saída de Caracas foi rodeada de episódios de pressões, coações e ameaças de não permitirem minha saída. Confio que em breve continuaremos a luta pela liberdade e pela recuperação da democracia na Venezuela. Um forte abraço”, disse González.

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, reforçou o compromisso do ex-candidato com o país, dizendo que ele precisou se exilar devido às crescentes ameaças. Ela garantiu que o político estará de volta à Venezuela em 10 de janeiro para uma cerimônia de posse, marcando o início do próximo mandato presidencial.

"Sua vida estava em perigo, e as crescentes ameaças, intimações, mandados de prisão e até tentativas de chantagem e coerção a que ele foi submetido, demonstram que o regime não tem escrúpulos", disse Maria, nas redes sociais. "Que isso fique bem claro para todos: Edmundo lutará de fora ao lado de nossa diáspora”, acrescentou.

Entenda o caso

González entrou na mira de Nicolás Maduro após a oposição alegar fraude na apuração do Conselho Eleitoral, que anunciou a reeleição do líder venezuelano por 52,21% dos votos. Pela internet, os opositores divulgaram um painel com as atas eleitorais que tiveram acesso, declarando a vitória de González por mais de 70% dos votos.

O caso foi levado à Justiça, onde González foi acusado de usurpação de funções da autoridade eleitoral, falsificação de documentos oficiais e incitação de atividades ilegais. O opositor chegou a ser intimado para prestar depoimento, mas não compareceu nas três vezes que foi chamado. Com isso, a Justiça emitiu um mandato de prisão contra ele.

González conseguiu o exílio como parte de um acordo negociado com o governo de Maduro. Em comunicado, a Organização dos Estados Americanos (OEA) classificou a saída do opositor como “exílio forçado”, dizendo que a ação do governo venezuelano é “evidentemente condenável e repudiável”.

“Um mês e dez dias depois das eleições presidenciais na Venezuela, o regime não só não apresentou nenhuma evidência de um resultado eleitoral, como também forçou o exílio do candidato Edmundo González – que, considerando o que aconteceu desde a data da eleição, sem dúvida ganhou as eleições”, disse a organização.

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